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Campos defende investigação da PF sobre a Petrobrás

'Nós não podemos omitir do Brasil o que houve com a maior empresa brasileira', disse o candidato do PSB ao Planalto

Monica Bernardes - Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2014 | 17h12

RECIFE - Em um dia de comemoração dupla, quando completou 49 anos e festejou o dia dos pais junto aos cinco filhos, além de amigos e familiares, no Recife, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) elogiou, neste domingo, a abertura de uma investigação, por parte da Polícia Federal, sobre as denúncias de que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, teria supostamente omitido informações sobre a compra da refinaria de Pasadena ao Senado, envolvendo, entre outros pontos, a existência de contratos entre a estatal e o grupo empresarial comandado por seu esposo, Colin Foster.

"Nós não podemos omitir do Brasil o que houve com a maior empresa brasileira, que perdeu metade do seu valor de mercado, que multiplicou sua dívida por quatro, que está levando muitas empresas privadas a fechar a porta", destacou Campos ao exigir "todo esclarecimento necessário para que os responsáveis sejam punidos na forma da lei".

Durante seu único compromisso oficial de campanha, no período da manhã, Campos fez duras críticas contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) diante do caso envolvendo computadores ligados à rede de internet do Palácio do Planalto para a realização de alterações nos perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, divulgado no final da última semana em reportagem do jornal O Globo. "O Palácio não pode virar um comitê eleitoral de uma força política para sair agredindo os que não concordam", afirmou.

Para o presidenciável, o episódio é "muito grave". "É um símbolo do aparelhamento do estado brasileiro que não dá mais", sentenciou. No último sábado, a chefe do executivo federal e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, pediu a abertura de uma investigação para apurar o caso, o que envolverá vários órgãos do governo como a Casa Civil, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Ministério da Justiça, Secretaria Geral da Presidência e Controladoria Geral da União.

Durante pouco mais de uma hora em que participou de uma visita a um centro de tratamento de jovens dependentes químicos do Programa Atitude, localizado no município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, ao lado de assessores e correligionários, prometeu atenção especial à prevenção e ao tratamento aos dependentes químicos e reclamou da atual política nacional de combate ao crack, que segundo ele, "é direcionada apenas aos municípios com mais de 200 mil habitantes".

Após a visita, o presidenciável gravou algumas cenas para o guia eleitoral e passou o resto do dia com a família.

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