Campos corta secretarias que ele mesmo criou

A menos de um ano das eleições, o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) anunciou nessa quarta-feira, 20, a redução do número de secretarias de sua gestão das atuais 28 para 21. Ao assumir o primeiro mandato no Estado, em 2007, Campos herdou 18 pastas e criou outras dez.

Angela Lacerda / RECIFE, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2013 | 02h01

A notícia do enxugamento foi antecipada por ele na semana passada, no Programa do Jô, da Rede Globo, ao criticar o número "excessivo" de ministérios do governo Dilma Rousseff - 39 - e ser questionado sobre a quantidade, também grande, de secretarias de seu governo.

A economia com a redução de pastas será de R$ 25 milhões. O orçamento do Estado é de R$ 31 bilhões. Segundo Campos, em setembro houve a redução de mil cargos comissionados. A atitude é considerada eleitoreira pela oposição. "É uma agressão à inteligência do povo pernambucano", disse o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB).

O aumento das pastas obedeceu, de acordo com Campos, a uma estratégia para a adoção de projetos de governo; com tais projetos implementados, é possível, agora, diminuir as secretarias. Sua assessoria informa que, apesar do enxugamento, nenhuma secretaria foi extinta - as funções serão incorporadas a outras pastas. A exceção é a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), criada em 2011 com data para acabar: julho de 2014, após o fim do evento.

A mudança anunciada pelo governador abrange duas secretarias criadas por ele, além da Secopa: a Secretaria de Recursos Hídricos e a Secretaria de Articulação Social e Regional.

A pasta de Recursos Hídricos será fundida com a de Transportes em uma nova secretaria, a de Infraestrutura; a Secretaria de Articulação Social e Regional será anexada à Secretaria de Governo, que também vai incorporar a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, passando a se chamar Secretaria de Governo e Desenvolvimento Social. Já a secretaria de Esportes será incorporada à Secretaria de Educação e a Casa Militar e a Assessoria do Governador passarão a integrar o Gabinete do Governador.

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