Campos ajusta discurso sobre partilha de royalties

Ex-governador, que ajudou a aprovar mudança na distribuição da verba, diz no Espírito Santo que Estado produtor não deve ter perda de recursos

Ana Fernandes e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 21h01

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, defendeu nesta terça-feira, 29, no Espírito Santo, que Estados produtores de petróleo não deveriam perder recursos com a distribuição de royalties. Quando era governador de Pernambuco, Estado não produtor, ele foi um dos principais articuladores da aprovação da lei que fixou nova partilha dos recursos, inclusive dos campos já em operação. O novo modelo reduziu a fatia de Estados produtores, como Rio e Espírito Santo, em benefício dos não produtores.

Nesta terça, ao lado do correligionário que disputa a reeleição no Estado, Renato Casagrande, Campos afirmou: “Minha posição é muito clara: não tirar os recursos que já são dos Estados produtores hoje, como do Espírito Santo e do Rio de Janeiro”, disse aos jornalistas.

O candidato do PSB afirmou que, em “novas áreas de exploração”, em referência ao pré-sal, deveria haver uma “distribuição mais justa”. “Nunca defendi que se tocasse num direito adquirido, mas a União, o governo federal, precisava pegar a sua parte e distribuir melhor com aqueles que não eram produtores”, afirmou Campos.

“Se esse acordo tivesse sido feito lá atrás, e não foi porque algumas lideranças do Rio inviabilizaram, nós teríamos um marco legal já muito seguro, para todos os Estados brasileiros”, disse o candidato do PSB.

Tucano. Nesta quarta, Campos desembarca em Santa Catarina para lançar sua campanha no Estado. Em vídeo divulgado em seu perfil no Facebook, ele aparece ao lado dos candidatos ao governo Paulo Bauer (PSDB) e ao Senado Paulo Bornhausen (PSB). Apesar de ser do mesmo partido do presidenciável Aécio Neves, Bauer abriu o palanque para Campos. Como justificativa, afirma que construiu uma frente “100% de oposição ao governo federal” em Santa Catarina, reunindo os dois principais adversários da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). 

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