Campinas terá 2 eleições para prefeito em 2012

O presidente da Câmara Municipal de Campinas, Pedro Serafim (PDT), tomou posse ontem como prefeito interino da cidade. Ele assume o cargo com prazo para deixar o posto: a legislação municipal determina a realização de eleições indiretas em até 90 dias para um mandato-tampão até o fim da atual legislatura, em 31 de dezembro.

ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA O ESTADO, CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2011 | 03h07

Com isso, Campinas terá duas eleições para a escolha de prefeito em 2012, mas os eleitores só vão votar na disputa marcada para 7 de outubro. A escolha de quem vai cumprir o mandato-tampão será feita apenas pelos 33 vereadores da cidade, que em quatro meses cassaram o mandato de dois prefeitos: Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, afastado do cargo em agosto, e Demétrio Vilagra (PT), que era vice do pedetista e perdeu o mandato no dia 22, por 29 votos a 4.

"Cabe a Câmara Municipal organizar essa eleição indireta. Tudo deve transcorrer em até 90 dias", explicou o juiz da 33.ª Zona Eleitoral de Campinas, Nelson Augusto Bernardes. Questões como voto secreto ou nominal, sessão aberta ou fechada, uso de cédula e coligações partidárias devem ser acertadas pelos próprios vereadores. "A Justiça Eleitoral vai acompanhar à distância, sem intromissão."

Afastamentos. Essa é a segunda vez que Serafim assume a Prefeitura de Campinas. Na primeira, ocupou o cargo por 14 dias, entre o fim de outubro e o começo de novembro, quando Vilagra já era o prefeito e foi afastado temporariamente. Tanto Serafim quanto os demais vereadores podem disputar a eleição indireta para prefeito.

"Vamos administrar com responsabilidade e transparência", discursou Serafim, em uma solenidade rápida no Palácio dos Jequitibás, sede do Executivo campineiro. Com a posse de Serafim na prefeitura, o vereador Thiago Ferrari (PTB) assumiu a presidência da Câmara.

Vilagra e Dr. Hélio foram afastados da Prefeitura na esteira das investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que apontaram para um esquema de corrupção com desvio de dinheiro e direcionamento de empresas terceirizadas na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa). Dr. Hélio perdeu o cargo por omissão e Vilagra, por quebra de decoro.

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