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Campinas decide hoje entre Saadi e Zimbaldi

Candidatos do Republicanos e do PL, respectivamente, protagonizaram campanha do segundo turno marcada por troca de acusações

Claudio Liza Junior /Especial para o Estadão, Campinas

29 de novembro de 2020 | 05h02
Atualizado 29 de novembro de 2020 | 10h01

CAMPINAS - A disputa em Campinas pela sucessão do prefeito Jonas Donizete (PSB) opõe dois ex-vereadores populares, com quatro mandatos cada, e que fizeram um segundo turno em clima de guerra, com pesadas trocas de acusações. Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL) concorrem pela primeira vez à prefeitura. Eles disputam a preferência dos 843 mil eleitores da cidade, terceiro maior colégio eleitoral paulista. No primeiro turno, Saadi teve 25,78% dos votos válidos ante 21,86% do rival.

Pesquisa Ibope encomendada pela EPTV e divulgada neste sábado, 28,  Saadi com 55% dos votos válidos e Zimbaldi com 45%. Nos votos totais, Saadi aparece com 40% e Zimbaldi com 33%. Foram ouvidas 602 nos dias 27 e 28, a margem de erro é de 4 pontos porcentuais, o nível de confiança é de 95% e o registro na Justiça Eleitoral é SP‐05045/2020.

Apesar do cenário de embate, ambos já orbitaram o mesmo grupo político. Saadi, de 57 anos, é urologista, presidiu o Hospital Mário Gatti (1993/94) e tem o apoio do prefeito em fim de segundo mandato, de quem foi secretário de Esportes. Zimbaldi, 39 anos, é técnico em mecatrônica. Deputado estadual, foi da base do governo Donizette como vereador e rompeu com o prefeito em abril último. Na eleição, se aliou ao PSDB, do governador João Doria, sigla que desembarcou do governo municipal em setembro.

De acordo com o pesquisador do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp especializado em eleições Otavio Catelano, os dois representam grupos próximos, sem fortes conflitos programáticos, que não se acertaram para disputar a eleição de forma unificada. "Sem diferença de propostas, (a campanha) acaba em ataque”, disse. 

Na campanha, Saadi deu foco ao perfil de “médico e gestor”. Uma de suas principais plataformas foi a saúde, prometendo mais médicos e a criação de novas unidades de saúde. “Temos de manter o que está dando certo e melhorar o que for preciso”, afirmou.

Zimbaldi fez críticas ao prefeito e, durante a campanha e vendeu um “novo modelo de gestão”, com enxugamento da máquina pública e parcerias na saúde. “Vamos cortar gastos para investir em áreas essenciais”, declarou.

Na reta final, trocaram acusações de irregularidades nas contas quando presidiram a Câmara Municipal. Ambos refutam suspeitas. Zimbaldi relacionou o rival a um ex-assessor suspeito de negociar testes de covid-19 irregulares. Saadi nega relação e ressalta que não é investigado. Já o ex-secretário apontou acusação de caixa 2 contra o pai do concorrente, ex-deputado federal Salvador Zimbaldi. O deputado nega irregularidade e diz não haver condenação contra o pai.

Hoje, o campineiro decide qual dos dois terá a tarefa de promover melhorias em uma cidade com déficit habitacional de 40 mil unidades, fila de 5 mil crianças nas creches e espera por atendimento na saúde. 

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