Campanhas pró-divisão do Pará são mais ricas

As campanhas a favor da criação de Carajás e Tapajós movimentam mais dinheiro que as contrárias à formação das novas unidades. Em 11 de dezembro, os eleitores do Pará serão consultados sobre a divisão do Estado.

MARIÂNGELA GALLUCCI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2011 | 03h05

Dados divulgados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral informam que a Frente Plebiscitária a Favor da Criação do Estado de Carajás registrou até agora R$ 946,4 mil de receita e R$ 735 mil de despesa. A favorável à formação do Estado de Tapajós recebeu R$ 376,3 mil e gastou R$ 370,2 mil. A frente contra a criação de Carajás conseguiu R$ 202,8 mil e teve despesas de R$ 157,3 mil. A contra a formação de Tapajós informou ter obtido R$ 39,2 mil e gasto R$ 26,5 mil.

Os valores são muito pequenos ante o que é gasto em votações como uma eleição presidencial. Em 2010, as campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-governador José Serra custaram mais de R$ 100 milhões.

O custo final da campanha do plebiscito será conhecida em 10 de janeiro, quando se encerra o prazo para a prestação de contas à Justiça Eleitoral sobre a consulta que tem dividido opiniões.

Os contrários ao desmembramento do Pará alegam que a divisão trará aumento nos gastos, pois órgãos e empregos públicos terão de ser criados para os novos Estados. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que o custo anual com os dois novos Estados seria de cerca de R$ 2 bilhões.

Mas os favoráveis alegam que o Pará é muito grande e a formação de Carajás e Tapajós levará desenvolvimento para locais distantes da capital, Belém. Os separatistas dizem que suas regiões recebem poucos investimentos do governo estadual. Todo eleitor paraense tem de votar no plebiscito, em 11 de dezembro, ou justificar ausência.

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