Campanha presidencial está 'quente', afirma Temer

Campanha presidencial está 'quente', afirma Temer

Vice de Dilma vê 'empate' entre petista e tucano no último debate e elogia confronto sem ataques pessoais: 'não gostei do que aconteceu no anterior'

Luciana Nunes Leal e Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 15h42

Rio - O vice-presidente Michel Temer (PMDB) elogiou nesta segunda-feira, 20, o desempenho da companheira de chapa, Dilma Rousseff (PT), no debate desse domingo com o tucano Aécio Neves, na TV Record. Os dois adversários priorizaram discussão de propostas e não repetiram os ataques pessoais do confronto organizado pelo no SBT. "A presidenta estava exalando sinceridade, certeza, foi uma coisa muito adequada para ela", disse Temer, que revelou não ter gostado da troca de acusações do debate anterior.


O vice-presidente definiu como "quente" o atual momento da campanha presidencial. "Há empate entre as duas campanhas. O debate de ontem melhorou muito o nível, foi muito propositivo. A presidenta saiu-se bem e esperamos que no último debate, na sexta-feira, se repita a ideia da proposição. No debate anterior, não gostei do que aconteceu. Mas ontem foi muito adequado", disse.

Sobre a decisão anunciada pela presidente de mover uma ação para que sejam devolvidos os recursos desviados pelo esquema de corrupção na Petrobrás, denunciado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, Temer disse que é "uma iniciativa legítima da União, politicamente correta e juridicamente viável". O vice lembrou que a investigação ainda está em curso e que estão sendo apuradas responsabilidades e os possíveis prejuízos causados. Temer participou na tarde desta segunda-feira da 22 Conferência Nacional dos Advogados, no Rio.

Também presente ao encontro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, respondeu às críticas do candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, de que Dilma se vangloria de ter determinado as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, quando, segundo o tucano, esta é a obrigação constitucional dessas instituições.

"Acho que há um equívoco no crítica. O que a presidenta diz é que ela, através de suas medidas, garantiu autonomia para a investigação da Polícia Federal, do Ministério Público. O que ela diz é que não nomeou pessoas que engavetavam processos", afirmou Cardozo.

O ministro confirmou que a União deverá buscar na Justiça ressarcimento pelos prejuízos causados na Petrobrás. "Uma vez comprovados desvios, os responsáveis obviamente deverão responder nos tribunais, não só do ponto de vista criminal, mas também do ponto de vista civil, ressarcindo os cofres públicos", afirmou.

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