Campanha deste ano será 'franciscana', diz Aécio

Conforme o senador, a disputa eleitoral, com novas regras que impedem, por exemplo, doações de empresas, terá de ser na 'sola do sapato'

Leonardo Augusto, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2016 | 08h32

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta quinta-feira, 28, em Belo Horizonte, que o Fundo Partidário não será suficiente para as despesas das legendas nas campanhas para as eleições deste ano e que, com isso, os gastos terão de ser "franciscanos". Aécio participou da convenção municipal do PSDB que anunciou o deputado estadual João Leite como candidato à prefeitura da capital mineira.

Conforme o senador, a disputa eleitoral, com novas regras que impedem, por exemplo, doações de empresas, terá de ser na "sola do sapato". "Vai ser uma grande novidade em todo o Brasil. Temos conversado muito em Brasília. É preciso que todos os candidatos saibam que essa eleição será absolutamente diferente", disse.

Para o presidente do PSDB, "será uma campanha franciscana em que a sola do sapato terá um valor muito mais relevante que em outras vezes". "Vamos aprender com essa campanha. O Fundo Partidário será um apoio aos candidatos, mas não será, em nenhuma cidade, acredito, suficiente. Os candidatos vão ter que buscar contribuições pessoais, dentro do que determina a lei", disse.

Segundo Aécio, "poucos belorizontinos e poucos mineiros conhecem a cidade com a profundidade e sensibilidade de João Leite". O tucano amenizou o fracasso nas negociações com o prefeito Márcio Lacerda (PSB), que lançou Paulo Brant (PSB) na disputa. Aécio e Lacerda estiveram juntos nas duas últimas eleições municipais. "(Lacerda) optou por outro caminho e nós respeitamos", disse.

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