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Campanha de Russomanno reclama de 'ataques baixos'

Em programa eleitoral no rádio, candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo se diz alvo dos adversário por ser líder das pesquisas de intenções de voto

Guilherme Waltemberg, da Agência Estado

14 de setembro de 2012 | 09h13

O programa do candidato do PRB a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou durante o horário eleitoral desta sexta-feira, 14, no rádio, transmitido entre 7h e 7h30, que ele vem sendo atacado pelos adversários nestas eleições por ser o líder das pesquisas de intenção de votos. "Desde que o Celso chegou à liderança das pesquisas, ele tem sofrido os ataques mais baixos", disse um narrador, questionando em seguida: "Esse homem é filho, é marido, é pai. Será que não pensam nisso os que tentam manchar a sua honra?".

De acordo com pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na quinta-feira, 13, Russomanno continua crescendo e tem agora 35% das intenções de votos. Na pesquisa anterior ele estava com 31%. Tanto o candidato do PSDB, José Serra, quanto o do PT, Fernando Haddad, oscilaram um ponto para baixo, ficando com 19% e 15%, respectivamente.

No rádio, o programa de Russomanno terminou com o narrador dizendo: "Quem ataca o Celso está agredindo e desrespeitando você, eleitor". Já o candidato falou aos eleitores: "Vou continuar te defendendo."

Os candidatos do PT e do PSDB mantiveram a troca de ataques em seus programas. Haddad contou com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para criticar Serra. Após o programa mostrar como Haddad pretende conseguir dinheiro para implantar seus projetos, uma narradora questionou Lula: "Essa conta todo mundo sabe fazer, né presidente? Menos o Serra". Lula respondeu: "Ele até sabe fazer, o que ele não quer é provar que as contas vão dar o que o Haddad está falando."

Já o programa do tucano manteve a linha de ataques à administração de Marta Suplicy (2001-2004), intensificada desde que a ex-prefeita começou a fazer campanha ao lado de Haddad. "Hoje o programa começa lembrando a herança e a lambança que o PT da Marta e do Haddad deixou aqui na capital. Noventa e seis obras paradas que o Serra encontrou quando assumiu a Prefeitura de São Paulo. Esse é o jeito PT de governar."

Gabriel Chalita, do PMDB, atacou as propostas dos adversários, afirmando que elas fogem da alçada do prefeito. "Em ano de eleição todo mundo promete tudo, mesmo coisas que não são da alçada de um prefeito", disse o candidato. "O papel do prefeito é arrumar a casa, que é resolver (o problema de) creche, educação infantil e ensino fundamental", reforçou o candidato.

Paulinho da Força, do PDT, contou com a participação do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que pediu votos para o correligionário. Paulinho focou seu discurso em fazer propostas para a área de educação.

Soninha Francine (PPS) afirmou que irá colocar mais luzes na cidade, caso eleita em outubro, para combater a violência. Carlos Giannazi, do PSOL, defendeu mais participação popular na política. Anaí Caproni (PCO) criticou a Universidade de São Paulo (USP) por processar alunos que protestaram no campus.

Ana Luiza (PSTU) transmitiu uma música pedindo votos. Miguel Manso (PPL) falou de propostas para reciclar o lixo, Levy Fidelix (PRTB) propôs a descentralização de São Paulo e Eymael (PSDC) veiculou seu jingle e terminou o programa com a frase "é uma questão de querer".

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