Campanha de Haddad vai usar escândalos do PSDB

A campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, prepara munição para responder aos ataques dos tucanos quanto ao mensalão. Os petistas pretendem utilizar neste 2.º turno o caso do mensalão mineiro, que tem tucanos, incluindo um ex-presidente da legenda, como réus acusados de integrar um esquema muito parecido com o que rendeu a condenação da antiga cúpula petista e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Eleições 2012;, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2012 | 03h08

Os integrantes da campanha petista também pretendem usar as denúncias de que a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, teria ocorrido após deputados terem sido comprados no Congresso.

Outra munição do comitê de Haddad para lidar com a estratégia de José Serra (PSDB) é explorar o escândalo envolvendo Hussain Aref Saab, ex-chefe de licenças de empreendimentos da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). No cargo responsável por liberar grandes construções na cidade, Aref enriqueceu e adquiriu 106 imóveis. A nomeação de Aref para o cargo ocorreu em 2005 e foi assinada por Serra, então prefeito de São Paulo.

Ainda entre as "armas" petistas - todas elas poderão ser usadas, inclusive, nos programas eleitorais gratuitos de TV - está a renúncia do cargo de prefeito de Serra em 2006 para disputar o governo do Estado.

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