Campanha de Dilma pede inquérito criminal contra Aécio por uso de aeroporto

Advogados do PT entram com representação na Procuradoria Geral da República por entender que houve 'atentado à segurança aérea'

Ricardo Galhardo e Ricardo Della Colletta, O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2014 | 16h06

O comando da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição entrou nesta sexta-feira, 1º, com uma representação junto à Procuradoria Geral da República (PGR) na qual pede abertura de inquérito criminal para investigar o candidato do PSDB, Aécio Neves, por supostos "atentados à segurança aérea" pelo uso dos aeroportos de Cláudio e Montezuma, cidades do interior de Minas Gerais.

Na representação os advogados do PT pedem que sejam tomados depoimentos de Aécio, seu tio-avô, Múcio Tolentino, dono da fazenda onde foi construído o aeroporto de Cláudio, e o primo do senador, Fernando Tolentino, que supostamente testemunhou os pousos do candidato na pista da cidade.

Segundo os advogados da campanha petista, ao admitir em artigo publicado quinta-feira no jornal Folha de S. Paulo uso dos aeroportos, ambos sem homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Aécio teria cometido o crime de atentado à segurança aérea, previsto no artigo 261 do Código Penal, e cuja pena vai de seis meses a dois anos de detenção.

A campanha de Dilma argumenta que Aécio colocou em risco tanto o espaço aéreo quanto a vida dos tripulantes ao decidir usar os aeroportos. Além da abertura do inquérito e dos depoimentos de Aécio e seus parentes, a representação solicita a identificação de todos pousos e decolagens em Cláudio e Montezuma e informações sobre o processo de homologação das pistas pela Anac.

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