Campanha de Dilma já articula apoios para 2º turno

Petistas vão procurar partidos na tentativa de ampliar a aliança em torno da presidente, bem como dissidentes da base aliada do governo que apoiaram outras candidaturas no primeiro turno

JOÃO DOMINGOS E RICARDO DELLA COLETTA, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2014 | 20h42

A campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição já montou a estratégia para o segundo turno, independentemente se o adversário for a ex-ministra Marina Silva (PSB) ou o senador Aécio Neves (PSDB). Os petistas vão procurar partidos que disputam o primeiro turno e que não estarão no segundo turno na tentativa de ampliar a aliança em torno da presidente, bem como dissidentes da base aliada do governo que apoiaram outras candidaturas no primeiro turno.

O PMDB terá papel fundamental nisso. O vice-presidente Michel Temer, que também é presidente nacional da sigla, tem mantido conversas com os dirigentes locais do partido que abriram dissidências. Caso Aécio Neves fique fora da disputa no segundo turno, o foco será atraí-los em Estados como Bahia, Ceará e Rio de Janeiro, que no primeiro turno ficaram ao lado do tucano. "O presidente Michel Temer está trabalhando isso desde o começo. Ele não cortou relações e diálogo com ninguém", diz o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS).

Na hipótese de uma nova reviravolta na disputa, Temer deverá buscar diretórios peemedebistas hoje aliados da ex-ministra, a exemplo do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Para o PMDB, maior sigla da base aliada e com grande capilaridade no interior do País, costurar uma rede de aliados para o segundo turno aumentará o poder de barganha do partido no próximo mandato. O PMDB ocupa atualmente cinco ministérios, mas briga por mais espaço na Esplanda em um eventual segundo governo Dilma.

"Vamos ampliar o apoio da sociedade e dos partidos", disse o coordenador da campanha de Dilma, ex-ministro Miguel Rossetto, para quem o cenário é otimista. "A História registra que o candidato vencedor no primeiro turno jamais perdeu a disputa no segundo", afirmou ele. Para garimpar mais votos, Dilma pretende se concentrar no Estado de São Paulo nos últimos dias da campanha, tanto na capital quanto no interior. O Estado tem cerca de 30% dos eleitores.

Rossetto afirmou que no último programa da propaganda de Dilma, a ser veiculado nesta quinta-feira, 2, ela vai fazer uma espécie de prestação de contas de seu governo. "Vai mostrar o sentido de sua obra, que levou o País a ter mais oportunidades, vida melhor, se tornou mais solidário e mais justo". No mesmo programa Dilma vai agradecer a todos os partidos que a apoiam. Pedirá a eles que não se descuidem e que façam um intenso trabalho até o domingo para captar votos para a candidata. Os ataques aos adversários serão feitos pelas inserções que vão ao ar durante todo o dia.
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