Campanha de Aécio será em grandes centros de PE, diz Câmara

Eleito governador do Estado, Paulo Câmara (PSB) espera transferir votos de Marina para Aécio nas regiões mais populosas de Pernambuco

Erich Decat e Irany Tereza, O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2014 | 14h10

Brasília - Com o maior porcentual de votos assegurados no primeiro turno (68%) entre os candidatos aos governos estaduais, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), acredita que o grupo político de Eduardo Campos conseguirá migrar os votos conquistados no Estado para a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB). Câmara, inclusive, acredita que deve haver migração de votos de Marina para Aécio em todo o Nordeste.

Em entrevista ao Broadcast Ao Vivo, serviço em tempo real da Agência Estado, Câmara ressaltou que a estratégia será concentrar atos políticos nos grandes centros urbanos, onde Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno da disputa presidencial, conquistou a maior parte dos votos. No Estado de Pernambuco, Marina foi a primeira colocada, com 48% dos votos, contra 44% da presidente Dilma Rousseff (PT) e 5,9% do tucano.

"A campanha de Aécio em Pernambuco será concentrada nos grandes centro urbanos. Tivemos expressivas votações com a Marina na região metropolitana, na Zona da Mata, nos grandes centro urbanos, nas maiores cidades dos Estados. Nossa campanha está concentrada nesse seguimento, onde houve uma maior aceitação de Marina. Isso será feito com presença na rua. Também estamos fazendo entrevista em rádios e conversando com lideranças políticas", ressaltou.

Segundo ele, outros líderes locais próximos ao ex-governador Eduardo Campos, que morreu em agosto em um acidente aéreo em São Paulo, também deverão fazer corpo a corpo. Entre eles, o prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB) e o senador eleito Fernando Bezerra (PSB). A expectativa é que cerca de 130 prefeitos também façam parte da campanha em a favor dos tucanos. Quanto à participação da viúva de Eduardo Campos, o governador eleito ressaltou que deverá ser mais restrita, após a declaração de apoio à Aécio feita por ela. 

"Ela já deu a declaração de apoio Aécio. Ela não deve participar de eventos de Aécio porque está tendo as atribuições de mãe. Deve fazer uma militância mais em casa, participando como já participou, dando as declarações necessárias. E os meninos (filhos de Campos) estão participando. Estão militantes e pedindo voto para Aécio", disse Câmara. 

Alçado à vice-presidência nacional do PSB na segunda-feira, 13, Paulo Câmara afirma que a adesão à campanha presidencial do PSDB não passou por discussão sobre cargos num futuro governo dos tucanos, mas considerou como natural um possível convite aos quadros da legenda. "O PSB não apoiou Aécio pensando em cargos, mas a participação não está descartada. É natural do processo político".

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