Campanha de Aécio divulga documentos de contratação de irmão de Dilma; petistas rebatem

Nenhum dos documentos esclarece a presença ou ausência de Igor na prefeitura de Belo Horizonte na execução do cargo

Suzana Inhesta, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 20h18

Belo Horizonte - Depois de citar no debate realizado nesta quinta-feira, 16, por SBT/UOL/Jovem Pan, que Igor Rousseff, irmão da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, foi contratado pelo então prefeito de Belo Horizonte e governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), o presidenciável Aécio Neves (PSDB) publicou documentos em sua página no Facebook e em seu site oficial que mencionam a contratação.

Um dos documentos, cópia do Diário Oficial do Município, mostra a nomeação do irmão da presidente como "assessor especial, do gabinete do prefeito nas leis 7.169/96 e 8.146/00" (datado de 20 de setembro de 2003, edição 1958). Outro cita a nomeação de Igor em cargo em comissão como "assessor especial da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Informação" (datado de 10 de março de 2005, edição 2318).

Nenhum dos documentos esclarece a presença ou ausência de Igor na prefeitura na execução do cargo. Aécio, no debate, disse que o irmão de Dilma "não apareceu um dia para trabalhar", dando a entender que ele seria um "funcionário fantasma", como mencionado pelo site do tucano. A nomeação ocorreu durante a gestão de Pimentel e Igor foi exonerado, juntamente com 250 pessoas, ao final da gestão do petista em Belo Horizonte. 

Nas páginas de Dilma Rousseff nas redes sociais foi publicado o link para uma matéria do jornal O Globo, de 15 de janeiro de 2011, com um perfil de Igor. O texto mostra que o irmão da presidente trabalhou em hotelaria, no escritório do deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), fazendo serviços de assessoria jurídica para pequenas empresas e na prefeitura de Belo Horizonte, na gestão de Pimentel. "No final do governo, foi exonerado juntamente com outras 160 pessoas", diz a reportagem. 

Há ainda uma declaração do atual prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB), aliado de Aécio, de que alguns que foram exonerados foram recontratados e que Igor "nunca pediu para voltar". 

Na página do Facebook de Dilma também há um esclarecimento de Pimentel. "Igor Rousseff foi assessor especial do prefeito de Belo Horizonte em minha gestão. Eram seis cargos dessa natureza. Um deles foi ocupado por Igor, que é advogado e trabalhou com regularidade e eficiência no gabinete do prefeito e na procuradoria do município", diz a publicação em nome do governador eleito.

Procurada pelo Broadcast Político, a prefeitura de Belo Horizonte ainda está levantando os dados de Igor e até a publicação da reportagem ainda não havia enviado nenhuma informação.

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