Carl de Souza/AFP
Carl de Souza/AFP

Campanha começa para valer depois do 7 de setembro, diz Alckmin sobre Ibope

Candidato do PSDB diz que levantamento ainda não captou impacto do programa eleitoral e aliados veem rejeição baixa como ponto positivo

Adriana Ferraz e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2018 | 11h06

O candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, 6, na Sabatina Estadão-Faap com os Presidenciáveis que ainda é cedo para fazer prognósticos com a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo divulgada ontem, que o colocou em quarto lugar na corrida presidencial. Na avaliação do tucano, a campanha começa para valer na próxima semana e o levantamento não captou ainda o impacto do programa eleitoral no rádio e na TV, no qual ele detém o maior tempo entre os candidatos. Aliados de Alckmin veem sua baixa rejeição como fato positivo. 

"Em 28 de agosto de 2016, Datafolha colocava (Celso) Russomanno com 33%. No segundo turno, ganharia. Ele nem foi para o segundo turno. As decisões são mais ao final", disse o ex-governador. " O povo está desesperançado, vai comparar, comparar e refletir. Por isso, acredito em campanha."

Ainda de acordo com Alckmin, o fato de ele estar sendo atacado pelos rivais é um indicativo de que ele pode crescer na disputa. "Quando atacam, é sinal de que estou crescendo. Campanha é confronto de ideias", disse. "A campanha nem começou. Helio Garcia dizia que a campanha começa depois da parada militar de 7 de setembro."

Aliados veem rejeição baixa como fato positivo

Candidato a senador por São Paulo na chapa tucana, o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB) afirmou que a pesquisa Ibope é favorável Alckmin, quando se analisa principalmente as respostas dos eleitores relacionadas à taxa de rejeição dos candidatos. Tripoli se refere ao fato de Alckmin ter atualmente metade da taxa de rejeição do candidato pelo PSL e líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro.

A pesquisa mostra que do dia 20 de agosto pra cá, a rejeição de Bolsonaro subiu de 37 para 44% e de Alckmin, caiu de 25 para 22%. "Nessa altura da campanha, os números relacionados à rejeição  valem mais que a intenção de voto. E a tendência é que a rejeição dele (Bolsonaro)  cresça ainda mais na medida que as pessoas o conhecem", afirmou. Na intenção de voto, Bolsonaro tem 22% e Alckmin, 9%.

Aliados do ex-governador e o próprio Alckmin afirmam que a estratégia usada até agora na propaganda no rádio e na TV está correta e deve ser mantida. Isso quer dizer que os ataques a Bolsonaro e as críticas aos governos de Dilma e Temer devem continuar, apesar da reação do atual presidente da República, que passou a responder ao tucano em suas redes sociais.

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