'Caminhos do Brasil passam pela cidade', diz Patrus Ananias

Ex-ministro destacou a afinidade com o governo federal e disse que desta vez o PT mineiro está 'rigorosamente unido'

MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2012 | 03h01

O ex-ministro Patrus Ananias apresentou ontem o pedido de registro de sua candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte e deixou claro como o PT enxerga a disputa municipal. "É a capital de Minas e os caminhos do Brasil passam por Belo Horizonte", afirmou o ex-ministro, sugerindo a nacionalização da eleição.

Patrus registrou sua candidatura a poucos minutos do prazo final, na noite de ontem, acompanhado de lideranças de partidos que aderiram à aliança do petista contra o prefeito Marcio Lacerda (PSB), antigo parceiro que tentará a reeleição apoiado pelo senador Aécio Neves (PSDB).

Depois de romperem com a coligação em torno do socialista, o PT conseguiu, com participação da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, reunir cinco partidos para disputar contra o atual prefeito: PT, PMDB, PC do B, PSD e PRTB.

Ao ser indicado para representar o PT no pleito, Patrus afirmou que aceitaria para unificar o partido, mas com a condição de ter apoio "político e material" da legenda, além da participação de Dilma e Lula na campanha. "O governo federal estará extremamente afinado conosco", destacou. "A grande notícia é que o PT de BH está rigorosamente unido e com o PMDB unindo a esquerda de Belo Horizonte. Belo Horizonte estará afinada com os programas sociais do governo federal", reforçou. "Certamente haverá uma grande integração, uma grande aliança com o governo federal."

Cargos. Ontem, em carta a Lacerda, o diretório municipal do PT informou que estava entregando cerca de 20 cargos de primeiro escalão na Prefeitura. Patrus foi indicado pela direção nacional petista após o partido romper com Lacerda durante a convenção do dia 30, por causa da recusa do PSB de fazer coligação proporcional com o PT, compromisso que havia sido assumido em documento assinado pela direção socialista. Patrus terá como candidato a vice o ex-deputado federal Aloísio Vasconcellos, do PMDB, escolhido depois de a direção da legenda convencer o deputado federal Leonardo Quintão a desistir de sua candidatura. Todos estiveram juntos ontem no cartório da Justiça Eleitoral. A campanha prevê gastos de até R$ 22 milhões.

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