Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Caminhada de Aécio em bairro comercial do Rio acaba com lojas fechadas e confusão

Evento contou com candidatos e cabos eleitorais do PMDB que apoiam o chamado 'Aezão', voto casado no tucano para presidente e no peemedebista Luiz Fernando Pezão para governador

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2014 | 19h18

RIO - A caminhada do senador Aécio Neves (PSDB) pelo calçadão de Campo Grande, polo comercial do bairro da zona oeste do Rio, não durou nem meia hora - mas foi intensa. Nos 25 minutos e 400m percorridos a pé por Aécio em Campo Grande, no começo da tarde desta quarta-feira, 10, houve tumulto e lojas fechadas às pressas. Homens que formavam um cordão de segurança em torno do candidato à presidência chegaram a agredir a si mesmos e também um humorista do CQC, da TV Band.

O evento contou com candidatos e cabos eleitorais do PMDB que apoiam o chamado “Aezão”, voto casado no tucano, para presidente, e no peemedebista Luiz Fernando Pezão, para governador. Entre os candidatos, estava o presidente do partido no Rio, o ex-deputado estadual Jorge Picciani, que tenta voltar à Assembleia Legislativa do Rio, e seus dois filhos: Leonardo Picciani, candidato a deputado federal, e Rafael Picciani, que disputa votos com o pai para a Alerj.


O vereador Cesar Maia (DEM), que tenta vaga no Senado e também apoia o “Aezão”, cumpriu agenda exatamente no mesmo lugar minutos antes de Aécio, mas não esperou pelo tucano. Após sabatina no jornal O Globo, no Centro, Aécio foi de helicóptero a Campo Grande, a 55km de distância, e chegou com 75 minutos de atraso.

CQC. A ocorrência com o CQC não foi a primeira na atual campanha: na semana passada, o tucano cancelou caminhada em Santos após ser abordado por humoristas do CQC e do programa Pânico, também da Band. Nesta quarta, ao ver o microfone do CQC, Aécio pediu ao humorista: “Por favor, não atrapalhe”.

Fez um rápido pronunciamento, respondeu a somente à pergunta de somente uma jornalista e encerrou a coletiva improvisada. A caminhada então seguiu, com os seguranças abruptamente empurrando jornalistas e moradores pelo caminho. Em frente a uma loja de roupas, com tamanho tumulto, a porta de metal começou a ser fechada no instante em que Aécio cumprimentava vendedores. Mais à frente, o humorista conseguiu passar pelo cordão humano e chegar perto de Aécio; foi empurrado para fora pelos seguranças chegou a ser agredido com uma cotovelada. “E daí que você é jornalista, eu sou policial”, disse um dos seguranças ao humorista.

A assessoria de imprensa de Aécio informou que nenhum dos homens que faziam o cordão de segurança faz parte da equipe de campanha. Muitos deles, antes e depois da chegada do candidato, estavam ao redor do presidente regional do PMDB, Jorge Picciani. Procurado, o candidato a deputado não retornou ao contato da reportagem.

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