Câmara reduz pacote de obras em apartamentos

Cinco prédios são excluídos de plano de reforma de imóveis funcionais; gasto total será de R$ 198 mi

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2013 | 02h06

A Câmara dos Deputados excluiu cinco prédios inteiros de seu planejamento de reformas de imóveis funcionais para economizar cerca de R$ 80 milhões nos próximos anos. O projeto, agora, é gastar R$ 198,6 milhões com as mudanças, que continuarão valendo para outros três edifícios. No projeto original, que previa reformar oito blocos, a despesa total ficaria em torno dos R$ 280 milhões.

Ontem, a Casa publicou, no Diário Oficial da União, um contrato inicial de R$ 41 milhões para levar adiante as reformas.

Ao mesmo tempo, recebeu autorização do Governo do Distrito Federal para promover em quatro blocos a divisão de cada apartamento em dois, ao custo estimado em R$ 80 milhões.

O edital de licitação deve sair no primeiro semestre de 2014. Desde 2007, a Casa já gastou R$ 76,9 milhões em reformas. Algumas obras ficaram paralisadas há seis anos devido à falência das empreiteiras contratadas.

O gasto médio será de quase R$ 500 mil por apartamento reformado. Mas a economia será feita com a exclusão de cinco blocos do planejamento mais a alteração no projeto dos apartamentos que serão divididos.

Isso permitirá acabar com o auxílio-moradia pago atualmente a 197 deputados - cada um recebe R$ 3,8 mil mensais. Nas contas da Casa, a economia anual chegaria aos R$ 3,8 milhões ao final do processo.

Ao todo, a Câmara administra 18 prédios de imóveis funcionais na capital federal, todos propriedades da União. A reforma de três dos prédios deve ser retomada em janeiro - a empresa que tocava a obra quebrou no momento em que só tinham sido executados 20% da obra.

Fachada. O trabalho inclui uma reforma completa na fachada e no interior dos apartamentos, inclusão de sistema de gás encanado e de aquecimento de água por sistema de captação de energia solar e banheira de hidromassagem.

Atualmente a Câmara dispõe de 432 apartamentos. Com a divisão em quatro dos blocos, esse número sobe para 528 - ou seja, 15 a mais do que o total de eleitos da Câmara. Atualmente, 298 deputados moram em imóveis funcionais. Alguns não recebem auxílio nem ocupam os imóveis funcionais. Os apartamentos que serão divididos têm 208 metros quadrados de área privativa - com quatro quartos, sendo uma suíte e um closet, dependência completa de empregada e quatro banheiros.

As novas unidades terão aproximadamente 95 metros quadrados, com dois quartos, dependência completa de empregada e três banheiros. O deputado Antonio Carlos Biffi (PT-MS), quarto-secretário da Câmara, admitiu que, com a divisão, haverá disputa entre os parlamentares pelos apartamentos maiores. / RICARDO BRITO, EDUARDO BRESCIANI e DAIENE CARDOSO

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.