Cadastro melhorou quando Kassab se aproximou de Dilma

ANÁLISE: Roldão Arruda

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2013 | 02h07

A melhoria do cadastramento de famílias pobres de São Paulo no Bolsa Família deve facilitar a ampliação, em diversas áreas, da presença do governo federal na cidade. Para entender como isso ocorre, é bom saber que, ao cadastrar a família, o serviço de assistência social do município preenche um longo e detalhado questionário, com suas informações pessoais, dos outros membros da família, do bairro, das escolas e outros serviços públicos que usam. É quase uma radiografia social.

O questionário é enviado ao Ministério do Desenvolvimento Social e passa a integrar o Cadastro Único, que hoje reúne informações sobre toda a população mais pobre dos 5.570 municípios do País - quase 40% da população.

Com essas informações, o governo, além de aumentar a capilaridade do Bolsa Família, tem melhores condições para definir a expansão de outros programas, de saúde, educação, habitação. É uma ferramenta tão importante que os municípios recebem estímulos financeiros para buscar as famílias.

Em São Paulo, a persistente dificuldade das autoridades municipais para ampliar o cadastro nunca foi bem explicada. Nas vezes em que foram indagadas a respeito, elas negaram ou alegaram dificuldades técnicas. Em Brasília sempre houve a suspeita de que se tratava de resistência política, pela associação que frequentemente se faz entre o Bolsa Família e o voto nos candidatos do PT. Seja qual for a razão, é interessante notar que o cadastro começou a melhorar no final da gestão de Gilberto Kassab, depois que ele abandonou o DEM, fundou o PSD e se aproximou de Dilma Rousseff.

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