Britto considera legítima participação de Lula em campanhas

Presidente do TSE ponderou, no entanto, que não pode haver 'causa e efeito' em relação a programas federais

Agência Brasil

21 de outubro de 2008 | 15h08

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, disse nesta terça-feira, 21, que é "legítima" a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nas campanhas de seus correlegionários. Britto ponderou, no entanto, que não pode haver "causa e efeito" em relação à manutenção ou não de programas federais se o candidato apoiado não vencer.   Veja também: Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País     "O presidente da República, assim como o governador, o prefeito, todo o chefe do Poder Executivo tem o direito de participar da campanha eleitoral. O que não se pode é fazer o atrelamento umbilical, uma relação de causa e efeito", disse o presidente do TSE.   "O presidente (Lula) dizer que se tal candidato não for eleito, tal e qual programa de governo será desativado ou (não será) implementado. Esse vinculo umbilical entre programas de governo de âmbito federal e tal eleição de determinado candidato é que tem sido alvo de censura por parte da Justiça Eleitoral", acrescentou Britto, após balanço da campanha Eleições Limpas pelo Voto Consciente.   Ayres Britto disse ainda ser "legítimo" que o prestígio do presidente Lula seja utilizado por vários candidatos. Segundo ele, o que não pode haver são excessos. "Os excesso e abusos serão apreciados caso a caso (pela Justiça Eleitoral)", afirmou o ministro.

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