Brindeiro nega relacionamento com contador e Cachoeira

O ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro afirmou à CPI do Cachoeira que os depósitos feitos por Geovani Pereira da Silva, contador do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ao escritório de advocacia do qual é sócio serviram para pagar uma consultoria jurídica. Ele negou ter tido qualquer relacionamento com Cachoeira ou com Geovani.

O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2012 | 03h03

No dia 14 de junho, a CPI pediu explicações a Brindeiro sobre cinco repasses, no valor de R$ 161 mil, feitos por Geovani - que está foragido - ao escritório Morais, Castilho e Brindeiro.

Em ofício de dez páginas, o ex-chefe do Ministério Público Federal disse que seu escritório firmou um contrato com a empresa norte-americana Ocean Development II, que tinha interesse em saber se era legal a reativação de loterias estaduais em Goiás e Santa Catarina. Segundo Brindeiro, o argentino Roberto Coppola procurou o escritório porque estava interessado em disputar as licitações públicas para a prestação dos serviços nos dois Estados.

As investigações da CPI e da Polícia Federal já revelaram que Coppola agia como uma espécie de consultor de Cachoeira.

Em parecer, Brindeiro argumenta que as loterias estaduais criadas por lei federal anterior à Constituição de 1988 poderiam funcionar legalmente. Ele negou "desvio ético", afirmando que, como ingressou na carreira antes da Constituição de 1988, tem direito de advogar. / RICARDO BRITO

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