Brasiliense já prefere Roriz e Arruda ao governador

Ao fim de apenas dez meses de governo, 73,4% dos moradores do Distrito Federal consideram que o governador Agnelo Queiroz (PT) faz uma administração "ruim ou péssima". Por ser suspeito de envolvimento no escândalo das propinas arrecadadas com verbas dos convênios com organizações não governamentais (ONGs), 63,7% dos moradores do DF querem que Agnelo se afaste do cargo enquanto estiver sob investigação da Polícia Civil - 33,4% acham que o afastamento deve ser definitivo; 30,3% querem o afastamento temporário, aceitando a volta ao cargo, se nada for comprovado.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2011 | 03h07

Essas avaliações estão na pesquisa da O&P Brasil, empresa de pesquisa de Brasília que ouviu 900 habitantes do DF entre os últimos dias 4 e 7. A margem de erro da sondagem é de 3,3%.

Só 10% dos pesquisados consideram o governo Agnelo "bom e ótimo"; para 18,9% a administração é "regular". Dos entrevistados, 67% desaprovam a gestão, 15% aprovam, e 15% nem aprovam nem desaprovam. Para 68% o governo está sendo "pior ou muito pior do que o esperado".

A pesquisa da O&P também quis saber como se comportaria o eleitor se houvesse uma eleição hoje e Agnelo enfrentasse dois rivais que têm biografias igualmente envolvidas em escândalos de corrupção. Agnelo teria 22% das intenções de voto, ante 39% de Roriz - com 35,8% rejeitando ambos. Arruda teria 35,6% das intenções de voto e Agnelo 21,8% - 39% não escolheriam nenhum dos dois.

Nos últimos anos, o DF assistiu ao senador Joaquim Roriz renunciar ao cargo, em julho de 2007, para não ser cassado, e o então governador José Roberto Arruda se transformar no primeiro chefe de Executivo preso no exercício do cargo, em fevereiro de 2010, depois de protagonizar o escândalo do mensalão do DEM. / RUI NOGUEIRA

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