Gregg Newton / AFP
Gregg Newton / AFP

Brasileiros já votaram em 65 países

Em países da Ásia e do Oriente Médio, eleições já foram encerradas, segundo o TSE

Mariana Haubert, Jamil Chade e Celia Froufe, BRASÍLIA/ GENEBRA/ LONDRES

28 de outubro de 2018 | 09h44
Atualizado 28 de outubro de 2018 | 15h58

Devido a diferenças de fuso horário, brasileiros em 65 países já concluíram a votação para presidente, neste domingo. Até as 13 horas, as votações no exterior foram encerradas em países da Oceania, da Ásia e do Oriente Médio, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral.

O Reino Unido será o último país da Europa a fechar suas urnas, às 14 horas, horário de Brasília. Na África, os brasileiros votarão até as 15 horas em Cabo Verde, que será a última nação do continente a votar.

Mais de 500 mil eleitores brasileiros estão aptos a votar para presidente no exterior neste ano. Segundo o TSE, houve um crescimento de 41,38% dos eleitores que podem votar fora do País em relação a 2014.

Os brasileiros estão registrados para votar em 171 cidades estrangeiras, sendo que Boston e Miami, ambas nos Estados Unidos, concentram o maior número de eleitores: 35 mil e 34,3 mil, respectivamente. Em seguida, estão Tóquio, no Japão, com 26 mil eleitores, Londres, na Inglaterra, com 25,9 mil, e Nagoia, também no Japão, com 24,5 mil.

As cidades com menos eleitores brasileiros são Bamako, no Mali, e Lethen, na Guiana, com um eleitor cada, sendo seguidas por Cotonou, no Benin, Conacri, na República da Guiné, e Freetown, em Serra Leoa, com dois eleitores em cada uma dessas cidades.

Europa

Em Genebra, na Suíça, brasileiros enfrentaram nesta manhã frio de 5°C para votar no segundo turno das eleições. Na porta do local de voto, vendia-se tapioca e coxinha, enquanto a bandeira colocada pelo consulado virou o ponto preferido para as fotos. 

Em Londres, o clima de torcida do lado de fora da Embaixada foi o mesmo do primeiro turno. Mas uma grande diferença se vê na organização da eleição na capital britânica. Isso porque uma empresa de "crownd control", especialista em organização de eventos, foi contratada pelo consulado brasileiro para melhorar o processo dos eleitores que vão até o local depositar seu voto, segundo explicou o cônsul-geral no país, Sérgio Luiz Canaes.

"A empresa foi responsável pela colocação dos gradis (que ajudam a organizar a fila) e da barraca logo no início do primeiro ponto de espera, onde passou a ser feita a triagem", disse. No primeiro turno, essa etapa era feita já dentro da Embaixada, onde ocorre a votação.

Londres é o quarto maior colégio eleitoral fora do Brasil, perdendo para Boston, Miami e Tóquio - Nova York fica na quinta colocação. Outra mudança feita desta vez é que foram preparadas duas entradas (uma específica para eleitores prioritários) e duas saídas, facilitando a circulação dentro do prédio, que fica na área central da cidade.

No primeiro turno, 9.715 eleitores dos quase 27 mil inscritos votaram em Londres. Jair Bolsonaro (PSL) recebeu 51,29% dos votos válidos; Ciro Gomes (PDT), 29,76% e Fernando Haddad (PT), 10,9%.

"A expectativa é de que mais brasileiros venham votar no segundo turno", previu Canaes. Apesar de o primeiro turno ter sido mais conturbado na capital britânica, não foram registrados incidentes. Hoje, conforme informou um oficial da Polícia Metropolitana, o processo e as manifestações também correm de forma tranquila.

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