Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Brasil tem instituições confusas e Executivo sem legitimidade, diz fundador da Natura

Para Pedro Passos, é preciso equilibrar as contas públicas e eliminar distorções e privilégios

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 14h19

O cofundador da Natura, Pedro Passos, afirmou que o Brasil vive um cenário de fragilidade em que as instituições são confusas. “Temos um Executivo sem legitimidade, um Legislativo distante da sociedade e um Judiciário que faz decisões de difícil entendimento para a população”, disse ele durante evento do movimento "Você Muda o Brasil", realizado em São Paulo nesta segunda-feira, 27.

O grupo, que se diz apartidário, coloca entre seus temas de interesse assuntos como “ética, civismo, educação e desenvolvimento”. Participaram ainda o presidente da Suzano, Walter Schalka, a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, entre outros. 

Pedro Passos defendeu uma agenda de mudanças no Brasil para “enfrentar a balbúrdia que vivemos nas contas públicas”. “São urgentes reformas. Falo, sim, da reforma previdenciária, que pode eliminar distorções e privilégios. Falo de uma reforma tributária, que possa ser simplificadora e fazer com que a carga tributária seja menos regressiva. E falo de uma reforma política, que pelo menos nos possa dar o sentimento de sermos mais bem representados”, disse.

“Queremos levar à frente essa agenda porque, senão, não há solução para a precariedade das contas públicas e da economia em estado de letargia”, afirmou.

Luciano Huck

No evento, o apresentador de TV Luciano Huck elogiou a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmén Lúcia: “Sou seu fã”. Huck afirmou que tentou ao longo deste ano “entender como podia contribuir” com o País e declarou que vê entre pares de sua geração pessoas bem sucedidas, mas que se recusaram a participar da política.

Segundo ele, esse processo de reflexão pessoal atraiu para ele um “holofote”, mas o apresentador negou que tenha entrado no debate político por um projeto pessoal. “É uma convocação geracional”, disse. Durante o evento, Huck disse que sua motivação surgiu da observação, em meio à suas viagens pelo seu programa de TV na Rede Globo, de problemas como a desigualdade social.

“A gente tem que trazer a política para a discussão do dia a dia, não tem solução. A sociedade civil tem que ser uma incubadora de boas ideias, mas para escalar solução, tem que haver atuação do governo nos assuntos que interessam, como educação, segurança pública e tecnologia”, disse Huck.

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