Brasil sem Miséria tem de 'fazer mais em 2012'

Depois de localizar 407 mil famílias em situação de miséria absoluta, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem que o programa Brasil Sem Miséria superou as metas em 2011, mas disse que não está satisfeita e que "é preciso fazer muito mais em 2012".

VANNILDO MENDES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h02

Ao apresentar o balanço dos seis meses do programa, lançado em junho, Dilma reafirmou seu compromisso de erradicar a miséria até o fim do mandato e reforçar o poder de compra da classe média. "Estamos em condições de tirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza e de fortalecer a classe média", afirmou. O balanço mostra que foram localizadas 407 mil famílias, de um total de 800 mil que vivem em condições de miséria absoluta no País.

A meta é que todas estejam incluídas no Cadastro Único dos programas sociais até 2013. Dessas, 325 mil já estão recebendo benefícios. Com a ampliação de três para cinco no número de benefícios sociais por família, foi possível também incluir 1,3 milhão de crianças no Bolsa Família. Nove estados já unificaram seus programas com o do governo federal, o que aumentou a renda de 3,5 milhões de carentes.

"Temos de olhar os números desse balanço e reconhecer que houve avanços significativos, mas não podemos achar que está tudo bom", disse Dilma. "Temos de fazer muito mais", afirmou a presidente, citando, por exemplo, que agora será possível gastar todos os recursos do orçamento do programa para que haja uma cobertura completa da população pobre.

Durante a solenidade, ela firmou o pacto de adesão com os quatro governadores do Centro-Oeste, última região a se integrar ao programa. O governador Agnelo Queiroz (PT-DF), envolvido em denúncias de corrupção, participou do evento.

Dilma destacou que o Brasil Sem Miséria é o grande compromisso que assumiu desde o discurso de posse. Mas lembrou que ele é parte de um projeto de governo. "O Brasil também precisa crescer, investir, produzir, consumir, desenvolver-se e ter crédito", disse a presidente, reforçando que um mercado interno forte é uma defesa contra as crises econômicas externas. "Queremos um país de classe média que consuma e seja capaz de produzir."

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