Brasil deu recado de que precisamos de mudanças, diz líder petista

Brasil deu recado de que precisamos de mudanças, diz líder petista

Senador Humberto Costa afirma que o primeiro aceno de Dilma deve ser sobre o combate à corrupção

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 11h25

São Paulo - O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou nesta segunda-feira, 27, que a presidente reeleita Dilma Rousseff precisa fazer "uma série de acenos" à sociedade em resposta ao pedido de mudanças indicado pelo resultado das eleições. Para ele, a primeira sinalização da petista deve ser assumir ações pelo combate à corrupção.

"O Brasil deu voto de confiança a Dilma, ao PT, mas deu um recado muito importante, de que precisamos de fato promover uma série de mudanças", afirmou Humberto Costa, em entrevista à Rádio Estadão.

Na avaliação do senador, o resultado apertado das eleições demonstra a necessidade de o governo federal promover um "diálogo intenso" com todos os setores da sociedade. Dilma foi reeleita com 54 milhões de votos, pouco mais de 3 milhões à frente do adversário Aécio Neves (PSDB).

Humberto Costa afirma que um dos focos de diálogo deve ser o Congresso, que deve ser intensificado. "Mas também com governadores, com os prefeitos, para que possamos construir uma governabilidade política mas que não se baseie unicamente nesse modelo do presidencialismo coalizão, que termina obrigando o governo a fazer uma série de concessões", afirmou.

Para conquistar a unidade, segundo o senador, Dilma precisará sinalizar claramente suas intenções. "O primeiro (aceno) diz respeito ao enfrentamento do problema da corrupção", considerou o senador.

Em seu pronunciamento após a disputa, Dilma mencionou como uma de suas prioridades o combate à corrupção, um dos temas mais presentes durante a campanha eleitoral. A presidente insistiu também que a reforma política será essencial para promover as mudanças pedidas pelos brasileiros. A proposta vem sendo defendida pelo governo desde 2013, após as manifestações de junho.

"É preciso que a presidente assuma o papel de ser a principal defensora dessa reforma. Não simplesmente deixar a responsabilidade do Congresso essa discussão", afirmou Humberto Costa.

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