MAURO PIMENTEL/ AFP
MAURO PIMENTEL/ AFP

Bolsonaro vota sob forte esquema de segurança no Rio

Ao deixar Vila Militar, presidenciável coloca corpo para fora do carro e ouve gritos de 'mito'

Marcio Dolzan/ Rio, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2018 | 09h48

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Marechal Hermes, zona norte do Rio, por volta das 9h20 deste domingo (28). O comboio com batedores da Polícia Militar e agentes da Polícia Federal entrou pelos fundos da escola, despistando jornalistas. Depois de votar, o candidato fez uma breve aparição na frente do local e acenou para apoiadores que esperavam desde cedo por sua chegada, gerando correria e breve tumulto.

Questionado dentro da seção sobre qual era sua expectativa, somente disse: "É o que eu vi nas ruas nos últimos meses: vitória".

Desde que a seção foi aberta, soldados da Polícia do Exército revistavam todas as pessoas que chegavam para votar. A revista era feita inclusive em crianças e com auxílio de um detector de metais. Ao mesmo tempo, policiais federais faziam varredura nas áreas interna e externa da escola.

Com meio corpo para fora de uma viatura da Polícia Federal, Bolsonaro deixou a escola acenando para apoiadores e ouvindo gritos de "mito". Cerca de 100 eleitores trajando camisas amarelas o apoiavam e cercaram a caminhonete onde estava Bolsonaro, atrapalhando o forte esquema de segurança que havia sido montado.

O comboio com batedores da polícia militar e agentes da Polícia Federal deixou a escola lentamente, permitindo que Bolsonaro acenasse para os apoiadores. O candidato chegou a pedir que um deles lhe entregasse uma bandeira do Brasil, mas com a aproximação intensa de pessoas os agentes da PF acabaram colocando o candidato totalmente para dentro da viatura.

Em sua última publicação nas redes sociais, o ex-capitão da reserva convocou sua base de eleitores a comparecer às urnas e convencer mais "simpatizantes" de sua candidatura. "Nada está decidido ainda. Vamos comparecer, vamos achar mais simpatizantes para que votem", afirmou.

Em vídeo publicado no fim da noite de sábado (27) em seu perfil oficial, Bolsonaro afirmou que o pleito decisivo era a chance de criar um "Brasil diferente". "Neste domingo, o futuro do Brasil está em nossas mãos. Peço a todos vocês, que querem um Brasil diferente, um Brasil realmente para todos nós, um Brasil de união, de pacificação: vamos votar", disse o candidato. Na postagem, afirmou ainda que o País tinha "a chance de eleger um presidente que carrega verdadeiramente os valores dos brasileiros".

O candidato do PSL lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno: tem 54%, contra 46% de Fernando Haddad (PT), conforme mostrou a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na véspera.

Em São Paulo, Haddad se diz confiante

Adversário de Bolsonaro, Fernando Haddad (PT) se disse confiante em um "grande resultado" neste domingo da eleição e que vai lutar até o último minuto. Ao chegar para um café da manhã com aliados em hotel na capital paulista, o petista disse que não há nenhuma "decepção" por não ter conseguido apoios de votos declarados de Ciro Gomes (PDT) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

"Não há nenhuma decepção, eu festejo os apoios que foram declarados", declarou Haddad ao ser perguntado sobre FHC e Ciro. Quando questionado especificamente sobre Ciro, o petista não fez nenhum comentário direto sobre o vídeo feito pelo pedetista neste sábado. "Vamos olhar para os brasileiros que nesse momento da vida nacional tiveram uma postura de honradez e defenderam a democracia", disse.

Do hotel, Haddad segue para votar em uma escola em Moema, na zona Sul de São Paulo. O petista deve passar o dia em casa com familiares e voltar ao hotel para acompanhar a apuração dos resultados.

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