Mauro Pimentel/AFP
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Bolsonaro vota na Vila Militar no Rio e sugere vitória no primeiro turno

'Desbancamos figurões que achavam que, fazendo parcerias e acordos com grandes partidos, ganhariam as eleições', disse o candidato do PSL

O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2018 | 09h31

Constança Rezende/Rio

Acompanhado dos filhos Flávio e Carlos, de seguranças e um enfermeiro, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), chegou às 8h54 na Vila Militar, na zona oeste do Rio, para votar. Em oito minutos de entrevista para a imprensa, dentro de sua seção, Bolsonaro criticou os seus adversários. Usando colete a prova de balas, ele disse estar esperançoso de uma vitória no primeiro turno e que, se eleito, não fará alianças partidárias. O candidato acrescentou que dia 28 — data do segundo turno das eleições — "irá para a praia", sugerindo, assim, que acredita em vitória no primeiro turno.

Durante o tempo em que esteve na Vila, Bolsonaro causou tumulto devido a alguns eleitores que queriam se aproximar do candidato. Alguns usavam camisas com a bandeira do Brasil. Após ser escoltado por seguranças e pela Polícia Federal até chegar à urna, Bolsonaro disse que “desbancou figurões”.

“Sem grande partido, sem fundo partidário, sem tempo de televisão, mas tendo a verdade e a sinceridade, desbancamos figurões que achavam que, fazendo parcerias e acordos com grandes partidos, via televisão,  ganhariam as eleições”, disse o candidato.

Bolsonaro também disse que, se eleito, não haverá negociação partidária e acrescentou que recebeu apoio “de mais de 260 deputados” da bancada ruralista, parte da bancada evangélica e de segurança e acrescentou que grande parte deles é honesta. “No varejo, temos aproximadamente 350 parlamentares que querem estar conosco. Grande parte deles é de deputados honestos, que não querem conversar com o Sérgio Moro em Curitiba. Queremos conversar com o Moro no Rio, em Brasília, em qualquer lugar do Brasil, menos Curitiba. Vamos fazer uma política diferente”, afirmou.

Ele lamentou não ter consigo andar pelo Rio nos últimos dias de campanha, mas explicou que o enfermeiro lhe recomendou ficar em casa. “Estou bem, acho que estou 60% curado. Foram duas cirurgias de vulto para que eu voltasse e, graças a Deus, por um milagre de Deus, eu estou vivo”, afirmou. 

 Apesar disso, o candidato disse ter fé e esperança de vencer no primeiro turno e que “trabalhou para isso”.  “Obviamente, fiquei 23 dias fora de combate, mas foi uma experiência de vida que eu tive. Somos mortais, a gente pensa que é imortal, mas temos boas pessoas ao nosso lado”, disse.

Em caso de segundo turno, o candidato disse que, estando liberado pelos médicos, pretende rodar o Brasil. “Vou fazer o que eu sempre fiz, apesar do risco e da máquina funcionando aqui (bolsa de colostomia). É complicado, mas faz parte da vida da gente.  Não posso mais enfrentar o público daquela forma como enfrentava. Mas fiz um bom combate, estou com a consciência tranquila, sou diferente dos demais. Sou comedido, sempre fui”, disse.

Questionado sobre suas propostas, ele voltou a criticar a Venezuela, como costuma fazer em entrevistas para a imprensa. Bolsonaro disse que recebeu apoio de setores importantes da sociedade, de empresários, comerciantes, pecuaristas, lideranças evangélicas, “pessoas de bem do Brasil que querem afastar o socialismo e não querem flertar com o regime da Venezuela”. “Recebemos apoio de gente da economia liberal, gente que quer defender o Brasil e os valores familiares. O Brasil não pode continuar rumo ao socialismo, não queremos ser o que a Venezuela é hoje”, disse.

Em caso de segundo turno, o candidato disse que, estando liberado pelos médicos, pretende rodar o Brasil. “Vou fazer o que eu sempre fiz, apesar do risco e da máquina funcionando aqui (bolsa de colostomia). É complicado, mas faz parte da vida da gente.  Não posso mais enfrentar o público daquela forma como enfrentava. Mas fiz um bom combate, estou com a consciência tranquila, sou diferente dos demais. Sou comedido, sempre fui”, disse.

Questionado sobre suas propostas, ele voltou a criticar a Venezuela, como costuma fazer em entrevistas para a imprensa. Bolsonaro disse que recebeu apoio de setores importantes da sociedade, de empresários, comerciantes, pecuaristas, lideranças evangélicas, “pessoas de bem do Brasil que querem afastar o socialismo e não querem flertar com o regime da Venezuela”. “Recebemos apoio de gente da economia liberal, gente que quer defender o Brasil e os valores familiares. O Brasil não pode continuar rumo ao socialismo, não queremos ser o que a Venezuela é hoje”, disse.

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