Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro exonera dez ministros para disputar eleições 2022; confira lista

Entre os nomes estão Walter Braga Netto, da Defesa, e Tarcísio de Freitas, de Infraestrutura

Júnior Moreira Bordalo, Eduardo Gayer e Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2022 | 06h00
Atualizado 31 de março de 2022 | 14h58

O presidente  Jair Bolsonaro seguiu os nomes previamente anunciados em uma live no dia 11 de março e exonerou nove ministros dos seus cargos do governo para disputa eleitoral de 2022. A publicação saiu no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 31. Horas depois, foi oficializada a saída do general Walter Braga Netto, cotado para ser vice de Bolsonaro, do cargo de ministro da Defesa. 

A medida segue a Lei de Inelegibilidades, de 1990, que define que os ministros que desejam se candidatar precisam deixar os cargos até seis meses antes do primeiro turno. Neste ano, o prazo se esgota no próximo sábado, 2. 

Haverá uma cerimônia no Palácio do Planalto às 10 horas para selar a reforma ministerial. Depois, cada pasta fará uma solenidade interna com a posse dos novos ministros, também nomeados na edição de hoje do Diário Oficial.

Confira lista de mudanças:

1) Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) deve disputar o Senado pelo Amapá. Será substituída por Cristiane Britto, que era secretária nacional de Políticas para as Mulheres;

2) Gilson Machado (Turismo) vai sair para o Senado por Pernambuco. Será substituído por Carlos Brito, que era diretor-presidente da Embratur;

3) Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) deve concorrer ao governo de São Paulo. Será substituído por Marcelo Sampaio, que era secretário-executivo do ministério;

4) Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, após acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que também cogitava entrar na corrida. Será substituído por Daniel de Oliveira Duarte Ferreira, que era secretário-executivo da pasta;

5) Onyx Lorenzoni (Trabalho),  pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Será substituído por José Carlos Oliveira, que presidia o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

6) Tereza Cristina (Agricultura), pré-candidata ao Senado pelo Mato Grosso do Sul. Será substituída por Marcos Montes, que era secretário-executivo do ministério;

7) Flávia Carolina Péres (Secretaria de Governo), pré-candidata ao Senado no Distrito Federal. Será substituída por Célio Faria Junior, que era chefe do gabinete pessoal de Bolsonaro.

8) João Roma (Cidadania) deve disputar o governo da Bahia. Será substituído por Ronaldo Vieira Bento, que chefiava a assessoria de Assuntos Estratégicos do ministério; 

9) Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), pré-candidato a deputado federal por São Paulo. Será substituído por Paulo Alvim, que era secretário de Inovação do ministério.

10) Walter Braga Netto (Defesa) é cotado para ser candato a vice de Bolsonaro.

Também foram exonerados hoje:

- Jorge Seif, do cargo de Secretário de Aquicultura e Pesca, como antecipado ontem pelo Broadcast Político.

- Alexandre Ramagem Rodrigues, do cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

- Mário Frias, do cargo de Secretário Especial de Cultura.

- Sérgio Camargo, da presidência da Fundação Cultural Palmares.

Mário Frias assumiu a Secretaria de Cultura em junho de 2020. Na ocasião, substituiu a atriz Regina Duarte. Para seu lugar, o gestor federal convocou Hélio Ferraz de Oliveira, que exercia a função de secretário especial adjunto da cultura. 

 

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