Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Bolsonaro está perdendo votos porque estão o conhecendo, diz Haddad

Candidato do PT à Presidência criticou o adversário e tentou ligá-lo à ditadura militar

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2018 | 00h22

O candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 26, que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), entrou em desespero com o crescimento de sua candidatura nos últimos dias e que o candidato do PSL está perdendo votos porque os eleitores estão conhecendo Bolsonaro. 

Em sabatina transmitida pela TVE Bahia, o petista voltou a criticar o deputado por não participar de debates e por representar uma continuidade do governo do presidente Michel Temer.

"Ele diz que já está com a faixa presidencial na mão desde a semana passada, mas ontem entrou em desespero porque viu nossa reação nas ruas", disse o petista. "Espero que dê tempo, até domingo, de as pessoas conhecerem esse personagem. Ele só está perdendo votos porque as pessoas estão o conhecendo."

Segundo o Datafolha divulgado na quinta, Bolsonaro caiu três pontos e foi a 56% das intenções de voto válidas. Já Haddad cresceu para 44%, o que trouxe a margem entre os dois a doze pontos.

Seguindo a estratégia de campanha exibida no horário eleitoral, o petista voltou a ligar o adversário à ditadura militar. "Não enalteço torturador, não bato continência pra bandeira americana. Bolsonaro não faz parte dos brasileiros que defenderam a redemocratização", afirmou.

O presidenciável do PSL, ao contrário do que tenta vender, não significa a mudança nem o novo, continuou o petista. "Gostaria de dizer ao eleitor que Bolsonaro não é a mudança, é a continuidade do governo Temer, para pior, inclusive." 

Haddad foi perguntado sobre porque não conseguiu montar uma frente ampla com lideranças de outros partidos contra Bolsonaro. Em sua visão, o ex-governador Alberto Goldman foi um dos poucos dirigentes tucanos a escapar dessa lógica porque é independente e um desafeto pessoal de Doria. 

O petista relembrou dos apoios que recebeu de outros políticos, como Marina Silva (Rede) e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) e disse que continua a esperar um apoio de Ciro Gomes (PDT). "Já fiz vários gestos a ele. Ciro é nosso amigo e, com a volta dele, esperamos uma declaração de apoio." 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.