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Bolsonaro diz que terá 'tampões' nos ministérios a partir de abril

Pelos cálculos do governo, 11 dos 23 titulares devem sair para disputar as eleições de outubro

Eduardo Gayer/Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2022 | 23h31

BUDAPESTE - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 18, que terá “tampões” nos ministérios a partir de abril, depois que uma parte da equipe deixar os cargos para disputar as eleições. Pelos cálculos do Palácio do Planalto, 11 dos 23 ministros devem sair e ser candidatos.

“Serão ministérios temporários, tampões. Não haverá grande negociação política nisso aí”, disse o presidente, em transmissão ao vivo nas redes sociais. Uma das ideias prevê a nomeação dos atuais secretários-executivos para a maior parte das pastas. A lei determina que ocupantes de cargos públicos devem deixar suas funções até 2 de abril, se quiserem concorrer à eleição de outubro.

Cotado para disputar o governo de São Paulo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, terá influência na escolha do substituto, que, ao que tudo indica, será Marcelo Sampaio. Secretário-executivo, Sampaio é genro do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.

“O nome que ele (Tarcísio) sugerir terá peso fortíssimo”, afirmou Bolsonaro, após elogiar o trabalho do ministro. O presidente ressalvou, porém, que não aceitará indicações de todos os integrantes da equipe.

Bolsonaro também disse que pretende eleger 20 dos 70 deputados federais por São Paulo e acenou para composições com outras legendas. “Seria bom se mais partidos estiverem conosco”, afirmou. Durante a transmissão ao vivo, ele também expôs o distanciamento em relação ao ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, antes um expoente da “ala ideológica” do governo. “Criticar de graça o nosso trabalho? A troco de quê?”, questionou Bolsonaro sobre o ex-aliado.

Sobraram críticas, ainda, para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário. “Tem apoio porque já negocia ministérios e estatais”, afirmou o chefe do executivo. Mesmo assim, Bolsonaro admitiu que o preço dos alimentos era mais baixo no governo do petista. “No tempo do Lula se comprava carne mais barata? Sim. Mas ele não enfrentou pandemia”, justificou.

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