Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

Bolsonaro diz que PSL não comandará Câmara

Para presidenciável, presidente da Casa deve ser de outro partido para garantir maioria na Casa; demanda estava sendo articulada pela bancada

Pedro Venceslau e Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2018 | 20h30

RECIFE - O deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, orientou os 52 deputados eleitos por seu partido a não se mobilizarem para disputar cargos na mesa diretora da Câmara que assumirá na próxima legislatura. 

Nos últimos dias, lideranças do PSL sustentaram que o partido, que elegeu a segunda maior bancada, teria o direito de reivindicar o comando da Casa. A expectativa é de que o PSL receba mais parlamentares com a janela de transferência partidária, supere o PT e se torne a maior força do Câmara. 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), que é filho do presidenciável, chegou a ser apresentado pelo PSL paulista como possível candidato ao cargo. A movimentação irritou lideranças de partidos do Centrão que articulam a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara. 

Bolsonaro tratou desse assunto em uma entrevista concedida nesta sexta-feira, 19, à Rádio Folha, de Pernambuco. Questionado sobre a possível indicação de Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL e deputado federal eleito, para presidir a Câmara, o presidenciável defendeu a ocupação do cargo por um político de outra legenda.

“Com todo carinho que tenho por Luciano Bivar, acredito que ele terá lugar na Mesa (Diretora) conosco, mas o presidente da Câmara, no meu entender, teria que ser de outro partido, para exatamente formarmos uma base lá dentro”, afirmou o candidato do PSL. 

Bolsonaro deixou em aberto a possibilidade de apoiar Maia. “Nada de concreto (em apoiar Rodrigo Maia), nunca conversei com ele assunto nenhum. Digo mais: um presidente eleito não pode interferir nas eleições da Câmara e do Senado.” 

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