FABIO MOTTA/ESTADÃO/DIVULGAÇÃO
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Bolsonaro calcula eleger oito deputados federais em São Paulo e pede votos a aliados

Como uma forma de se aproximar do eleitorado, candidato deve fazer transmissões no Facebook todos os dias até sexta-feira

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2018 | 23h12

Em busca de solidificar uma futura base no Congresso Nacional, o candidato do PSL ao Planalto nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, pediu votos para nomes da sua sigla e aliados para deputado e senador. Segundo cálculos de Bolsonaro, eles devem eleger oito deputados federais em São Paulo. O problema, segundo ele, é a cláusula de barreira. "Para ser eleito, tem que ter pelo menos 30 mil votos", disse, citando nomes de outros aliados. A fala foi feita durante transmissão no Facebook.

Bolsonaro também abrandou seu discurso sobre a fraude na eleição, mas disse que tem preocupação com ilegalidades no sistema eleitoral. "Estamos fazendo o possível com o partido junto de pessoas que entendem do assunto (para evitar fraudes)". Como uma forma de se aproximar do eleitorado, Bolsonaro deve fazer transmissões na rede social todos os dias, às 20h30, até sexta-feira, 5.

O candidato do PSL atacou o tucano Geraldo Alckmin pelas "mentiras" de que iria acabar com o 13º salário. "(A acusação) demonstra, inclusive, que o senhor não entende nada de Constituição", disse o capitão do exército. Bolsonaro também fez duras críticas ao PT e disse que Jaques Wagner, ex-ministro petista, que defendeu o fim do 13º em pequenas e médias empresas.

Nordeste

Bolsonaro aproveitou para fazer um aceno ao Nordeste, principal região petista que estaria "acordando e não quer ser tutelada por esse tipo de gente". Bolsonaro afirmou que vai manter o Bolsa Família e que apenas combaterá fraudes. "Ao combater fraude, podemos aumentar o valor do Bolsa Família", disse.

Sobre temas econômicos, negou recriar a CPMF (imposto sobre transações financeiras) e atacou o PSDB. "Quem criou a CPMF foi Fernando Henrique Cardoso, seu guru, Alckmin. Eu votei contra", disse. O candidato também voltou a se dizer contrário à privatização de estatais estratégicas. "O que for estratégico, nem passa por nossa cabeça a palavra privatização", disse, citando Furnas, Caixa e BB.

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