REUTERS/Ricardo Moraes/File Photo
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Bolsonaro deseja 'boa sorte' a Doria e admite ir a debates

Candidato do PSL volta a reafirmar neutralidade em disputas estaduais nas quais seu partido não tem candidatos

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2018 | 11h49
Atualizado 14 de outubro de 2018 | 14h06

RIO -  No dia seguinte à reunião frustrada com o candidato do  PSDB  ao governo paulista, João Doria, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, reafirmou neste sábado, 13, que seguirá neutro nas disputas eleitorais em segundo turno para os governos estaduais nos Estados em que não há postulantes de seu partido, mas disse que encontraria com o tucano "sem problemas". Bolsonaro desejou "boa sorte" a Doria e afirmou que a oposição ao PT é algo que une os dois candidatos.

Na sexta-feira, o presidenciável evitou uma reunião com Doria. De manhã, a assessoria de Doria informou à imprensa que o candidato ao governo paulista se encontraria com Bolsonaro às 17h30. Doria chegou a viajar à tarde para o Rio, mas não encontrou Bolsonaro. 

Pela manhã, Bolsonaro comentou a saia-justa ao chegar, pela manhã, na casa do empresário Paulo Marinho, onde tem gravado imagens para a campanha eleitoral na TV. "Estamos neutros, exceto em Estados onde temos candidatos. No tocante ao Doria, quero agradecer ao apoio dele. Não havia combinado (um encontro), não sei quem foi que combinou isso aqui. Encontro com ele, bato papo com ele sem problema nenhum", afirmou Bolsonaro.

O presidenciável disse que a oposição ao PT o une a Doria. "Sei que ele é oposição ao PT, somos oposição ao PT. E sei que, no outro lado, o França, tem apoio velado do PT. Então, no momento, desejo boa sorte ao Doria." 

Mais tarde, Bolsonaro disse que sua campanha poderá se aproximar "discretamente" do tucano. "Estados como São Paulo, onde o outro lado é apoiado pelo PT, vamos discretamente nos aproximar do Doria, com toda a certeza", disse.

'Eu e ele'. Nos intervalos das gravações dos programas de TV, o presidenciável disse que concordaria em ir a debates com o candidato do PT, Fernando Haddad, "sem interferência externa", se referindo à suposta influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha petista. Lula foi condenado em segunda instância na Operação Lava Jato e cumpre prisão em Curitiba. "Se for debate só eu e ele (Haddad), sem interferência externa (de Lula), eu topo comparecer. Estou pronto para debater", disse. "(Se Haddad vencer) Quem vai escalar time de ministros será o Lula. Não adianta (ele) ter boas propostas se vai ter indicação política."

Bolsonaro também afirmou que pretende unir o "povo brasileiro". "A última divisão por parte do Haddad foi uma crítica aos evangélicos. Ele usou uma figura de uma autoridade do meio evangélico. Nós temos que unir a todos, não interessa a religião, cor de pele, opção sexual", afirmou.

 

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