Boca-de-urna dá vitória a Lacerda em Belo Horizonte

Sondagem aponta que candidato do PSB aparece com 56% dos votos; Leonardo Quintão (PMDB) tem 44%

da redação, estadao.com.br

26 de outubro de 2008 | 17h02

O candidato Márcio Lacerda (PSB) aparece como vencedor na disputa da prefeitura de Belo Horizonte segundo a pesquisa Ibope/TV Globo divulgada neste domingo, 26, após o fechamento das urnas. A sondagem aponta que Lacerda tem 56% dos votos contra o rival Leonardo Quintão (PMDB), com 44%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. Foram ouvidos 6 mil eleitores.  Veja também:Lacerda e Quintão aparecem tecnicamente empatados em BHPerfil dos candidatos de Belo HorizonteGeografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras Confira o resultado eleitoral nas capitais do País  Lacerda, que começou a campanha com um dígito de intenção de voto, deu uma guinada em agosto. Em 15 dias, ele saltou de 9% para 40% e desbancou Jô Moraes (PCdoB), a adversária até então, que fez a curva inversa. Leonardo Quintão (PMDB) tirou o segundo lugar da comunista e chegou a 42% das intenções de voto na última pesquisa Ibope/TV Globo, realizada entre os dias 24 e 25 de outubro. Na mesma sondagem, Lacerda aparece tecnicamente empatado com Quintão, com 45% das intenções. A Justiça Eleitoral proibiu o uso de imagens e voz de Aécio nos programas de Lacerda porque o partido do governador - o PSDB - não faz parte da coligação do candidato. No entanto, o TSE liberou a participação no segundo turno. A força que alavancou Lacerda para a liderança em poucas semanas está na avaliação da gestão de seus padrinhos políticos. O governador Aécio Neves (PSDB) tem avaliação positiva de 86% - apenas 3% lhe dão avaliação negativa. O prefeito Fernando Pimentel (PT) tem avaliação positiva de 84% e negativa de 3%. Frente aos dois, a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - positiva para 63% e negativa para 8% - parece secundária. O governador e o prefeito Fernando Pimentel (PT) conta com a vitória de Lacerda para manter viva a tese da "convergência" entre petistas e tucanos. Aécio e Pimentel apostaram seu prestígio na polêmica aliança. A articulação, contudo, sofreu um revés com o adiamento da definição para o segundo turno e a surpreendente pontuação de Quintão nas pesquisas. Se para o governador o sucesso da aliança representa o fortalecimento na disputa que trava com o colega José Serra (SP) pela indicação do presidenciável tucano em 2010, para o prefeito ela significa a possibilidade de concorrer ao Palácio da Liberdade com o apoio do atual chefe do Executivo estadual. (Com Carlos Marchi e Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo, e Reuters)

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