Blairo Maggi contabiliza perdas e ganhos no Mato Grosso

Candidatos foram derrotados na sua cidade, Rondonópolis, e em Sorriso, outra importante exportadora de soja

Roberto Lira, da Agência Estado,

05 de outubro de 2008 | 23h41

Cotado para disputar em 2010 uma vaga no Senado ou até mesmo a vice-presidência da República em uma possível chapa da base de apoio de Lula, o governador Blairo Maggi (PR) protagonizou um jogo de perde-ganha nas eleições municipais deste ano. Seus candidatos foram derrotados na sua cidade, Rondonópolis, e em Sorriso, outra importante exportadora de soja. Mas seus aliados venceram em Várzea Grande e Sinop e um esforço nas últimas semanas ainda garantiu um improvável segundo turno na capital Cuiabá. Veja também:A disputa pelas capitais  Confira as imagens da votação pelo Brasil Cobertura completa das eleições 2008 Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos   Até pouco mais de um mês antes da eleição, o governador já reconhecia que enfrentava um quadro desafiador, com seus candidatos às portas da derrota ou encarando mais dificuldades do que as esperadas inicialmente. A preocupação não era exagerada pois o futuro de Maggi estava em jogo. Conquistar a maioria dessas prefeituras era considerado o primeiro passo para o governador fazer seu sucessor daqui a dois anos e alçar vôos maiores. Lideranças políticas acreditam na hipótese de o governador se candidatar ao Senado em 2010, embora os mais afoitos já tenham mencionado que seu nome pode ser considerado até para liderar alguma chapa com vistas ao Palácio do Planalto daqui a dois anos. Aliados do governador, no entanto, consideram outra hipótese como a mais provável: Maggi já estaria hoje costurando uma indicação como vice-presidente na chapa oficial, de preferência com a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, encabeçando a campanha. Dilma participou de eventos no último mês no Mato Grosso, numa prova do prestígio que o governador tem junto ao governo federal. O reforço da ministra foi apenas uma das armas usadas por Maggi para reverter o quadro eleitoral de várias cidades atestado por pesquisas. Ele praticamente mudou seu gabinete para o interior no último mês. Os focos de atenção eram Rondonópolis, berço político de Maggi, e Várzea Grande, dois dos maiores colégios eleitorais do Mato Grosso. Embora Rondonópolis tenha virado uma espécie de questão de honra para Maggi - o prefeito Adilton Sachetti (PR), candidato à reeleição, é amigo pessoal do governador - o vencedor foi mesmo Zé Carlos do Pátio (PMDB), aliado do deputado federal Carlos Bezerra. O peemedebista teve 52,43% dos votos válidos, ante 47,57% dos votos para Sachetti. Em Várzea Grande, o confronto foi direto com uma antiga força do estado, o ex-governador Júlio Campos (DEM), adversário de Murilo Domingos (PR). Ao final da apuração, Domingos teve 57,89% dos votos válidos, contra 36,47% de votos para o ex-governador. Em Sorriso, outra disputa ferrenha foi do aliado de Maggi, o sojicultor Dilceu Rossato (PR) contra o madeireiro Chicão Bedin. E a vitória foi de Bedin, com 51,79% dos votos, ante 48,21% de Rossato. Em Sinop, os aliados de Maggi deram o troco e ficaram com a prefeitura local: Juarez Costa (PMDB) teve 68,40% dos votos válidos neste domingo, contra 31,60% de Paulo Fiuza (PV). Em Cuiabá, o governador conseguiu uma quase vitória, ao impedir que o prefeito Wilson santos (PSDB) liquidasse a fatura no primeiro turno. O tucano teve 47,92% dos votos válidos, mas terá de encontrar nas urnas no próximo dia 26 Walter Rabello (PR), que teve 26,59% dos votos.

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