Benko nega uso eleitoral de CPI da Sabesp em São Paulo

Candidato do PHS foi o último que briga pela vaga de governador do Estado que participou da série Entrevistas Estadão

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 00h37

Candidato do PHS ao governo paulista, o vereador Laércio Benko afirmou ontem que não transformará em palanque eleitoral a CPI da Sabesp, criada na semana passada na Câmara para apurar os contratos de fornecimento de água na cidade de São Paulo. O parlamentar, que vai presidir a comissão, foi o último candidato ao Palácio dos Bandeirantes a participar da série Estadão Entrevistas.

"Sob hipótese nenhuma", afirmou o candidato ao ser questionado se tentará tirar proveito eleitoral da presidência da CPI que vai investigar contratos da Sabesp com a Prefeitura. "Vamos investigar porque o problema (de falta d'água) existe", disse. "Não é uma CPI do partido A contra A, B ou C. Não será uma CPI de caça às bruxas. É um problema que nós vereadores temos que avaliar", afirmou.

Benko acusou a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de tentar "esconder" o fato de já existir racionamento de água em São Paulo. "Eu não disfarçaria (o racionamento), mesmo porque o rodízio hoje já existe. Não há outra opção", disse. "Não importa que queiram chamar de redução de pressão, o fato é que as torneiras já estão sem água."

Embora integre a base do prefeito Fernando Haddad (PT) na Câmara, Benko descartou apoiar a candidatura do petista Alexandre Padilha na disputa estadual em eventual segundo turno. Ele afirmou que vai seguir a orientação da ex-ministra Marina Silva, vice na chapa de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência. Em São Paulo, o partido está coligado à campanha de Alckmin, adversário de Benko. O PSB será representado pelo deputado Márcio França na chapa tucana, candidato a vice-governador.

Apesar disso, Benko disse que espera o apoio de Campos, já que é candidato ao governo, enquanto França disputa a vice. "Acho que ele (Campos) me apoia. Eu sou candidato a governador e o França é candidato a vice", insistiu.

Durante a entrevista, Benko prometeu reduzir o número de secretarias estaduais. "Se eu acabar com 30 e poucas secretarias e transformar em quatro vai sobrar muito recurso", disse. Atualmente, a administração é composta por 25 pastas. Uma das quatro secretarias prometidas pelo candidato do PHS seria batizada de Qualidade de Vida.

O candidato do PHS disse que o apoio dado à candidatura de Celso Russomanno (PRB) nas eleições municipais de 2012 condiziam com os ideais da nova política defendidos pelo seu partido e por Marina Silva. "Na minha opinião o Russomanno era a terceira via", disse Benko.

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