BASTIDORES: Tatto sai enfraquecido da crise do transporte

O recuo do PT na decisão de brecar a CPI dos Transportes e o cancelamento da licitação bilionária para renovação dos contratos das empresas de ônibus enfraqueceram o poder do secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, um dos homens fortes da gestão Fernando Haddad. Na avaliação do prefeito, Tatto gerou uma crise desnecessária e grave em sua base governista ao afirmar que a investigação dos contratos do transporte, pedida pelo vereador Ricardo Young (PPS), era apenas para "achacar" empresários.

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2013 | 02h06

Após a declaração, feita na segunda-feira, governistas como o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab e o PTB passaram a apoiar a comissão, o que obrigou o PT a apresentar um pedido próprio de CPI.

Haddad avaliou, após a crise gerada pelos protestos pela redução da tarifa, que Tatto conduziu mal a formulação da nova concorrência. Ele considera que Tatto consultou mais os empresários do setor do que especialistas e entidades que representam a população. Durante os protestos, o secretário sempre afirmou que seria uma operação financeira impossível desistir do aumento de R$ 0,20. Ontem, ao cancelar a licitação, Haddad deu claro sinal de que não está satisfeito com as decisões de Tatto.

Mais conteúdo sobre:
protesto protestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.