Dida Sampaio/Estadao
Dida Sampaio/Estadao

BASTIDORES: Prisão de ex-secretário de Alckmin é uma pedra no caminho da campanha tucana

Na prática, não são as investigações em si que causam impacto, mas tudo, nessa temporada que antecede as convenções das eleições 2018, serve de munição para aqueles que já veem a candidatura do ex-governador com desconfiança

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

22 Junho 2018 | 05h00

No momento em que Geraldo Alckmin (PSDB) busca apoios para alavancar sua candidatura à Presidência, a prisão de Laurence Casagrande, ex-secretário de Logística e Transportes de São Paulo, reforça o discurso de partidos que já queriam pular fora do barco tucano. Na prática, não são as investigações em si que causam impacto na campanha, mas tudo, nessa temporada que antecede as convenções, serve de munição para aqueles que já veem a candidatura de Alckmin com desconfiança.

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Estagnado nas pesquisas, o tucano ainda não conseguiu alargar o leque de aliados. É fato que sai na frente de muitos com a promessa de adesão de quatro partidos – PTB, PPS, PSD e PV –, mas, apesar de gastar sola de sapato e conversa, até agora não conquistou o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Em café com dirigentes do DEM, na casa do deputado Mendonça Filho, Alckmin ouviu dúvidas sobre suas reais chances de chegar ao segundo turno da disputa. Apesar das divergências, integrantes do bloco formado por DEM, PP, PRB, Solidariedade e PSC parecem mais inclinados a apoiar Ciro Gomes (PDT).

Com esse cenário, qualquer fato que possa respingar em Alckmin vira uma pedra no caminho. Quando as investigações atingiam o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira, o tucano dizia que nada havia ocorrido em seu governo. Laurence, porém, foi nomeado na gestão Alckmin.

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Nos bastidores, dirigentes do Centrão afirmam que não se pode prejulgar ninguém, até porque muitos deles são alvo da Lava Jato. Mesmo assim, vão esperar os desdobramentos do caso e só depois da Copa pretendem anunciar com quem trocarão alianças em outubro.

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