Bastidores: Entusiasmo reservado no Palácio com parecer da Procuradoria

O Palácio dos Bandeirantes sabia há duas semanas da posição do Ministério Público contrária à dupla função do vice, Guilherme Afif (PSD), e acompanhou com entusiasmo reservado a publicação do documento. O próprio procurador-geral, Márcio Elias Rosa, havia indicado que caminho tomaria ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Embora não queiram deixar digitais tucanas no processo de perda de mandato de Afif, e digam que o tema é de competência da Assembleia Legislativa, auxiliares de Alckmin acompanham pari passu as movimentações dos outros órgãos a respeito.

Fernando Gallo - O Estado de S.Paulo

07 Junho 2013 | 02h03

Na noite de terça-feira, o Palácio já sabia que Elias Rosa expediria ontem os ofícios sobre o caso. Tinha ciência também de que o parecer do relator do processo na Assembleia, deputado Cauê Macris (PSDB), está pronto e que o tucano vai defender, na terça-feira, que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aceite o pedido e analise a perda do mandato do vice. E sabia mais: que líderes tucanos na Casa já contabilizam os votos que os integrantes da CCJ devem proferir.

Nas contas feitas até agora, Afif deve ter ao menos 6 dos 13 votos da comissão contrários a ele. Além do relator, devem votar pela continuidade do caso os outros dois tucanos da CCJ, Maria Lúcia Amary e Fernando Capez, e os deputados André Soares (DEM), Carlos Cezar (PSB) e Roque Barbiere (PTB). O Palácio dá como certo que, além de José Bittencourt (PSD), os três deputados petistas da comissão - Antonio Mentor, Geraldo Cruz e Marco Aurélio de Souza - vão votar a favor do vice-governador. Os demais posicionamentos ainda são tidos como incertos.

Discretamente, o Palácio torce para que a perda de mandato prospere e vê nas manifestações da Comissão de Ética e do MP, contrárias a Afif, um começo de fervura que tira a Assembleia do banho-maria com que vem levando o caso até agora.

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