BASTIDORES: apressado, Padilha promove autofritura

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, parece desconhecer o dito popular de que "apressado come cru". Em recentes conversas, ouviu conselhos de dirigentes do PT paulistano para que aguardasse um pouco mais e tivesse mais segurança sobre o cenário para só então se arvorar pré-candidato do partido ao governo de São Paulo. Padilha não tem apoio da maioria petista para a empreitada e ainda patina na gestão de ministro, sem mostrar nenhum êxito como gestor da saúde. "Ele ainda parece ministro de Relações Institucionais do Lula; só quer saber de falar com prefeitos", define um dirigente do PT na capital. No final de maio, Padilha procurou o prefeito Fernando Haddad para conversar sobre a sucessão no Estado. Haddad será peça importante do processo. E o ministro, por ora, não pode contar com o apoio do prefeito, que prefere a candidatura de outro membro da Esplanada: Guido Mantega (Fazenda). Políticos capazes de decifrar o "lulês" - o modo do ex-presidente Lula de fazer política - asseguram que Padilha também não é o preferido do mestre. Mas Lula jamais interditaria o direito do jovem ministro de se colocar como candidato. Afável, simpático, bom de prosa, Padilha seduz os prefeitos. Mas ainda não conquistou todo o PT. E a briga de ministros promete.

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

18 Junho 2013 | 02h11

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