Alex Silva/Estadão
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Bastidores: Aécio tenta tirar proveito de dissidência peemedebista

Ala do partido acredita que eleitores de Skaf são mais alinhados com o candidato tucano do que com Dilma Rousseff

Débora Bergamasco, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2014 | 02h00

O comitê de Aécio Neves (PSDB) começou a ser procurado nos últimos dias por peemedebistas de São Paulo interessados em material da campanha nacional do tucano. Esse grupo quer dar início a uma propaganda casada em que vai defender o voto em Aécio na disputa presidencial e em Paulo Skaf (PMDB) na corrida paulista.

Aliados do candidato peemedebista avaliam que o eleitor do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é mais alinhado aos tucanos do que à petista Dilma Rousseff. Skaf pensa da mesma forma e tem resistido às pressões do PT para ceder espaço em seu palanque para a presidente. Na cúpula do PSDB, a expectativa é de que os panfletos de Aécio comecem a ser distribuídos por peemedebistas de São Paulo em curto espaço de tempo.

Mesmo que o vice-presidente Michel Temer dobre a resistência de Skaf, o engajamento informal de militantes do PMDB à candidatura de Aécio já terá saldo positivo. O tucano quer tirar proveito do imbróglio entre PT e PMDB paulistas. O eleitorado de São Paulo é fundamental em sua estratégia para chegar ao segundo turno sem riscos. Ao mesmo tempo, o candidato do PSDB considera que, sem o apoio integral de Skaf - segundo colocado nas pesquisas, com 16% das intenções de voto no Datafolha mais recente -, Dilma ficaria ainda mais fraca no principal colégio do País, já que o petista Alexandre Padilha não tem passado dos 4% de preferência do eleitorado e poderia deixar o PT fora do segundo turno no Estado.

Na visão tucana, para superar Skaf Padilha tem levado sua candidatura mais à esquerda, para mobilizar a militância e tentar chegar aos dois dígitos nas pesquisas o quanto antes. Essa "esquerdização" levaria Dilma junto, dificultando ainda mais a tentativa da presidente de reduzir sua rejeição entre o eleitorado paulista, junto ao qual esse índice é maior que a média nacional.

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