Barbosa nega mais prazo para mensaleiros

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, rejeitou o pedido de mais prazo para que os advogados recorram das sentenças do mensalão. Ele negou também o pedido do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para ter acesso antecipado aos votos escritos dos ministros. Com isso, os advogados de defesa terão 5 dias para ler as milhares de páginas do acórdão e preparar os recursos.

FELIPE RECONDO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2013 | 02h04

Insatisfeitos com a decisão - pois consideram "humanamente impossível" em cinco dias analisar todos os votos e preparar os recursos -, 15 desses advogados entraram ontem com outra petição. Pedem novamente mais prazo - pelo menos 20 dias - e acesso aos votos já liberados pelos ministros. O pedido foi encabeçado pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado do ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado.

A defesa de Ramon Hollerbach, um dos sócios do pivô do mensalão, Marcos Valério, havia pedido 30 dias de prazo a contar da publicação do acórdão para apresentar os embargos de declaração. O prazo legal, de 5 dias, foi mantido por Barbosa.

O ministro afirmou, em sua decisão, que os advogados dos 25 condenados puderam acompanhar todas as sessões de julgamento e já conhecem os votos. Não precisariam, portanto, esperar a publicação do acórdão para começar a montar sua defesa. "Os votos proferidos foram amplamente divulgados e transmitidos pela TV Justiça", ponderou. "Além disso, os interessados no conteúdo das sessões puderam assisti-las pessoalmente."

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