Bancos públicos sofrem auditoria interna e externa, afirma Dilma

Bancos públicos sofrem auditoria interna e externa, afirma Dilma

Presidente diz que Aécio parece desconhecer que bancos públicos são objeto de regulação do Banco Central e submetidos a avaliação. Tucano disse que fará auditoria nas contas se for eleito

Ricardo Della Coletta e Ângela Lacerda, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2014 | 17h45

Goiana (PE) - A presidente Dilma Rousseff criticou nesta terça-feira, 21, a proposta levantada por auxiliares econômicos do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, de promover uma auditoria nas contas dos bancos públicos, caso o tucano vença a disputa ao Palácio do Planalto. "O candidato a ministro da Fazenda do meu adversário (Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central) vem dizendo que vai fazer uma auditoria nos bancos públicos. Acho que ele desconhece que os bancos públicos todos são objeto da regulação do Banco Central e sofrem auditoria interna e externa", declarou a presidente, em uma coletiva de imprensa na fábrica da Jeep em Goiana (PE).

Dilma sustentou que instituições como a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o BNDES são fundamentais para financiar o investimento no País e para programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. "A quem interessa reduzir o papel dos bancos públicos? Só interessa àqueles que têm uma visão estreita da realidade no Brasil", alfinetou Dilma.


A presidente listou ainda uma série de dados para defender a atuação dos bancos públicos e se contrapor a Aécio. De acordo com Dilma, a inadimplência hoje no BB, na CEF e no BNDES é menor do que a registrada em bancos privados.

Ela também comparou resultados dos três bancos com o registrado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Em 2002, o ativo da Caixa era de R$ 128,4 bilhões. Em 2014, o ativo é de R$ 1,4 trilhão. O lucro líquido da Caixa foi três vezes maior no ano passado do que em 2002, a preços de 2013", disse. 

"O ativo do Banco do Brasil em 2002 era de R$ 204,6 bilhões. Hoje é um 1,401 trilhão. O lucro líquido do Banco do Brasil hoje é quatro vezes superior ao do ano de 2002, a preços de 2013", disse. Ainda segundo a petista, o lucro líquido do BNDES é hoje oito vezes superior ao alcançado em 2002.

Para Dilma, "qualquer tentativa de enfraquecer os bancos públicos dizendo que eles não dão lucro ou que têm poucos ativos está fadada ao fracasso".

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