Banco diz que PF achou legais os empréstimos

O Banco Rural divulgou ontem nota em que sustenta que os empréstimos concedidos às empresas de Marcos Valério foram periciados pela PF por solicitação de Joaquim Barbosa e "considerados verdadeiros". O valor global dos empréstimos era proporcional à capacidade dos tomadores e correspondia a menos de 1% da carteira do Rural em 2003", informa o banco. "Em 14 de janeiro de 2005, antes da eclosão do mensalão, o banco recusou-se a renovar os empréstimos das empresas Graffiti e SMPB, que ficaram vencidos até 24 de março daquele ano, o que implicou na reclassificação automática de ambas para rating C, ao contrário do suposto pelo Ministério Público."

FAUSTO MACEDO , FELIPE RECONDO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h10

Diante disso, a defesa do banco se disse "surpresa" com o voto dado ontem, no Supremo Tribujnal Federal, pelo ministro Joaquim Barbosa, acerca das operações de empréstimos do mensalão. Na avaliação dos criminalistas Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias o relator descreveu o crime de gestão temerária, enquanto a denúncia atribui aos executivos gestão fraudulenta. "(Barbosa) veio com um conceito pronto, fala em descumprimento de normas do Banco Central", observou Bastos, que defende o vice-presidente do Rural, José Roberto Salgado. Além de Salgado, são acusados outros três executivos da instituição à época do mensalão - a presidente do Conselho de Administração do Rural, Kátia Rabello, um diretor, Vinícius Samarane, e a ex-vice-presidente Ayanna Tenório. "Nenhum dos quatro acusados participou da concessão nem dos empréstimos", afirma Thomaz Bastos.

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