EFE
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Bachelet defende pluralidade da imprensa na SIP

Na abertura da Assembleia-Geral, em Santiago, presidente chilena diz que ‘imprensa livre é uma arma fundamental em sociedades justas e inclusivas’

Gabriel Manzano, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 21h30

Na abertura oficial da 70.ª Assembleia-Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Santiago, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta segunda-feira, 20, que “a imprensa livre” é uma “arma fundamental para construir uma sociedade justa e inclusiva”. 

Convidada oficial da abertura do encontro, Bachelet advertiu que o direito das pessoas à informação “requer a maior imparcialidade possível de todos os meios de comunicação”. Em seguida, fez uma referência ao debate que ocorre na imprensa chilena sobre as reformas que seu governo quer promover - basicamente na área tributária e na educação. Segundo a presidente, “os estereótipos, as caricaturas e os preconceitos a respeito de mudanças e reformas não colaboram na formação que as pessoas requerem para um debate proveitoso”.


A fala da presidente chilena foi o ponto alto do penúltimo dia da Assembleia-Geral, que teve também uma homenagem aos 20 anos do mais importante documento da imprensa da América Latina - a Declaração de Chapultepec. Tida como uma espécie de “constituição continental” sobre a liberdade de expressão, a declaração foi subscrita por praticamente todos os governos da região.

Bachelet cobrou das empresas de comunicação um uso adequado dessa liberdade. Esta implica “uma responsabilidade quanto à cidadania, que delegou (às empresas do setor) a função de informar com veracidade”. Mas isso não ocorre, prosseguiu a presidente, “quando não há pluralismo editorial”. Esse pluralismo pressupõe que se leve em conta “a diversidade social, territorial, de gênero e outras”, para que se defendam “todos os direitos de todas as pessoas”. 

Seminários. Antes e depois da solenidade, a agenda seguiu com painéis e com a apresentação de relatórios das comissões da SIP. Um dos painéis discutiu “a responsabilidade e os padrões editoriais como contrapartida da liberdade de expressão”. Outro abordou “os jovens e as novas ferramentas para a comunicação e investigação jornalística”. 

Neste segundo, os debatedores afirmaram que as ferramentas do mundo digital “mudaram a forma de produzir e divulgar” a informação e que essa “é uma tendência que se aprofundará com o tempo”. 

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