‘Azarões’ do 1º turno ampliam bancadas de partidos pequenos

Com candidatura de Celso Russomanno, PRB ganhou quase duas vagas na Câmara paulistana; em Curitiba, Ratinho Jr. deu seis parlamentares ao PSC

Amanda Rossi e Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2012 | 03h08

Candidatos a prefeito de partidos pequenos bem votados no 1.º turno ajudaram a atrair votos de legenda para vereador, no qual o eleitor opta por um partido e não por um candidato específico. Com isso, garantiram ou ampliaram as vagas nas Câmaras Municipais para suas siglas.

Em São Paulo, a ascensão de Celso Russomanno fez o voto de legenda no PRB saltar 57 vezes em relação a 2008, contribuindo para a obtenção de seis vagas pela coligação do partido. É como se 12% dos eleitores de Russomanno tivessem digitado o 10, número do PRB, duas vezes na urna, uma para prefeito e outra para vereador.

No total, foram 164 mil votos de legenda para o partido, número suficiente para preencher quase duas vagas na Câmara. Em 2008, foram 2,8 mil. A quantidade de votos para candidatos específicos da sigla cresceu 14 vezes menos que o voto de legenda.

O DEM viveu situação inversa à do PRB em 2012. Com o então candidato à reeleição Gilberto Kassab à frente da disputa em 2008, o partido obteve 421 mil votos de legenda. Sem Kassab, o número minguou para 10,8 mil. O resultado contribuiu para que o partido perdesse 5 vereadores.

O voto de legenda é considerado uma marca da identificação do eleitor com o programa do partido. PT, PSDB e pequenas siglas de esquerda são os que mais atraem esse tipo de voto.

Em 2012, o PT ficou em primeiro lugar na capital paulista, com 327 mil votos, seguido pelo PSDB, com 318 mil. O PSOL apareceu em quarto, com 41 mil.

Já as siglas menores, como o PRB de Russomanno, cujos programas de partido são pouco identificados pelos eleitores, dependem de um nome de peso na disputa para prefeito, capaz de fortalecer o número do partido.

Curitiba. A mesma situação ocorreu em Curitiba, onde o nanico PSC, de Ratinho Júnior, candidato a prefeito mais votado no 1.º turno, liderou o número de votos de legenda. No total, o partido obteve 21 mil sufrágios desse tipo, ante somente 683 em 2008, quando a sigla não apresentou nenhum nome para a disputa da prefeitura.

O número de votos para candidatos específicos do PSC também aumentou. Era de 25 mil e pulou para 102 mil. Por causa dessa votação recorde, o PSC conquistou 6 das 38 vagas da Câmara Municipal de Curitiba, o melhor resultado entre todos os partidos. Em 2008, a legenda de Ratinho Júnior obteve apenas uma cadeira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.