Azambuja fala em mutirão pela saúde

Além da saúde, minirreforma administrativa também é urgência para governador eleito no Mato Grosso do Sul

José Maria Tomazela, Lucia Morel, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 03h00

 CAMPO GRANDE - Uma minirreforma administrativa e um mutirão para levar a saúde aos confins do Estado são as urgências para a nova gestão de Mato Grosso do Sul, segundo o governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele pretende desmembrar a Secretaria de Produção e Turismo em duas pastas: uma para tratar da agricultura familiar e produção e vigilância agropecuária e outra para indústria, comércio e serviços, incluindo o turismo. O novo governador vai criar ainda uma superintendência para assuntos indígenas.

Na pauta está também a criação de uma vice-governadoria em Dourados, maior cidade do Estado depois da capital, para atender uma região com 33 municípios, no sul de Mato Grosso do Sul. Os planos foram detalhados em entrevistas à imprensa ontem, um dia após Azambuja vencer o adversário Delcídio Amaral (PT). Para iniciar o governo com a estrutura já montada, o eleito já manteve entendimentos com o atual governador, André Puccinelli (PMDB). A ideia é aprovar a reforma ainda este ano. “Falamos com o governador e ele se dispôs a tomar essas providências.”

O mutirão de saúde é uma promessa de Azambuja da campanha. Ele disse que esse é um dos grandes problemas do Estado e afeta sobretudo a população indígena, que não tem recebido atenção de órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai). O mutirão faz parte de um programa mais amplo de interiorização do desenvolvimento que prevê, ainda, a criação de uma zona franca em Corumbá, na divisa com a Bolívia, inspirada na Zona Franca de Manaus. 

A segurança nas fronteiras e a melhoria na infraestrutura de transportes do Estado serão objeto de parcerias com o governo federal. Na logística, o eleito pretende, além da construção e modernização de portos fluviais em Corumbá/Ladário e Porto Murtinho, melhorar a hidrovia no Rio Paraguai e duplicar rodovias que ligam o Estado a São Paulo e Mato Grosso. Nas fronteiras que, segundo ele, estão abertas, maior efetivo das forças de segurança do governo federal.

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