Ayres Britto prevê votação pela internet no futuro

Ele comemorou o fato de três horas após o fim da votação as cidades já conhecerem os seus novos prefeitos

Renata Veríssimo e Mariângela Gallucci, da Agência,

26 de outubro de 2008 | 21h40

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, afirmou ontem que é possível imaginar que no futuro os eleitores brasileiros possam votar pela internet. "É um futuro viável, possibilitando pela internet o voto sem sair de casa", disse. Mas ele não quis fazer previsões sobre quando essa modalidade de voto estará disponível para os eleitores. Veja também: Geografia do voto: desempenho dos partidos no País Desempenho dos partidos nos Estados Cobertura completa das eleições 2008  Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  Ayres Britto comemorou o fato de três horas após o fim da votação as cidades já conhecerem os seus novos prefeitos. "É o milagre da eletrônica", disse. Segundo ele, a urna eletrônica pacifica o espírito dos candidatos, que ficam sabendo se foram eleitos ou não horas d epois. "Dá tranqüilidade para aquele candidato que venceu porque não tem aquela coisa do venceu e não levou", disse. O presidente do TSE afirmou que o tribunal pretende estender a todo o País num prazo de oito anos o método de votação biométrico. Por meio dele, os eleitores terão de se identificar na urna pela digital, o que impossibilitará que uma pessoa vote no lugar de outra. A experiência foi testada em três municípios pequenos no primeiro turno e, segundo Ayres Britto, teve sucesso. O presidente do TSE não soube dizer quanto custará para a Justiça Eleitoral fazer o cadastro biométrico de todo o eleitorado brasileiro. Ele afirmou que o tribunal também tem outros projetos para a eleição de 2010, mas não especificou quais.  O presidente do TSE disse que está preocupado com a possibilidade de a crise econômica mundial comprometer esses projetos. Indagado sobre os reflexos da crise, ele afirmo u: "É um risco, esperamos que essa crise seja superada. Esperamos que pelo menos aqui no Brasil se consiga alguma blindagem para que os nossos projetos prioritários não sejam prejudicados", afirmou Ayres Britto afirmou que considera alto o porcentual de abstenção no segundo turno. Às 21 horas, a informação disponível era de que a abstenção tinha sido de cerca de 18%. Segundo Ayres Britto, se esse índice se confirmar, o tribunal investigará porque tantos eleitores faltaram. No primeiro turno, a abstenção foi de 14,54%. Um dos motivos, segundo ele, pode ter sido o excesso de chuvas na região sul do País. Questionado sobre o fato dos partidos da base aliada do governo federal terem feito o maior número de prefeituras, o ministro disse ser natural haver um alinhamento do eleitor com os chefes do Poder Executivo. Segundo ele, muitos dirigentes são reeleitos e, depois de oito ano s no cargo, o eleitor identifica uma familiaridade com o chefe do Executivo. "Esse é um dos inconvenientes da reeleição", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
Carlos Ayres BrittoTSEEleições 2008

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.