Ayres Britto defende Lewandowski das críticas de eleitores

Ao votar em São Paulo, eleitores atacaram ministro revisor do julgamento do mensalão no STF

Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2012 | 20h53

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, saiu nesta segunda-feira, 29, em defesa do ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, que foi hostilizado por eleitores no domingo, 28, quando foi votar na zona sul de São Paulo.

"Todos estamos sujeitos a críticas, mas que não se descambe, a pretexto de fazer crítica, para o desacato, para a ofensa pessoal", afirmou Britto. "O ministro Lewandowski tem votado com transparência, isenção e desassombro", acrescentou.

No domingo, na sua zona eleitoral, um mesário perguntou a Lewandowski se ele já teria "dado um abraço" no ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Outra eleitora também o criticou, uma atitude que Lewandowski classificou apenas como uma "indelicadeza".

Britto admitiu que Lewandowski poderia ter dado voz de prisão para o mesário por desacato à autoridade. No entanto, o presidente do tribunal afirmou que o colega não estava "com espírito para entrar em polêmica".

Revisor do mensalão, Lewandowski tem sido criticado por absolver alguns dos principais réus do mensalão, como José Dirceu. Britto defendeu Lewandowski. "Cada ministro vota de acordo com sua consciência e ciência jurídica", afirmou.

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